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Atos Errados

La Santa Grifa

Malos Actos

No sé si habrá perdón para mis actos
Ni madres que me retracto
Ni perfecto, ni exacto
Ni diablo, ni santo

Un tanto de los dos
Que me juzgue Dios
El día que me muera se queda mi voz
Pero no pienso irme sin dejar techo a mi morro 'onde pueda vivir bien

Que cuando crezca nada le falte
Si alguien me ofrece una feria, es obvio que le salte
Siempre y cuando sea por una buena suma pa' ir por más
Mugrero pa' que me consuma, lo sabe la Luna, lo sabe el Sol
Lo saben las bardas plaqueadas con aerosol

Brindo por el recuerdo de mis home boys
Con los que estoy pendiente
Recuerden la vida no es pa' siempre
Ahorita festeje, mañana lamente
A veces me da curiosidad la muerte
Más no se trata de suerte, trata de un momento preciso
En que llega por ti y te lleva sin pedir permiso

A veces me porto bien, a veces mal
Pues ay caray, me dan igual
Como son, yo sé que a muchos les caigo mal
Ahí están las vecinas que son bien ardillas
Me tienen a base de animales y brujerías

Saludos pa' su hijo el gordo
Bien gordo como Ñoño
Les juro que también quisiera colgar
Mi titulo de la universidad
Pero tuve que trabajar
Me toco ser rapero internacional

Pues Jacqueline, así soy feliz
A muchas les gusta mucho mi nariz
Y no es porque sea pincho
Sino porque muchas sueñan que yo sea su esposo
Oye mamá, te acuerdas del niño, ese que tenía dieces
A el que todo le daban porque tenían varo sus jefes

Allá va, allá está
Hay anda valiendo verga
Allá va, allá está
Hay anda valiendo verga

Me sigo esforzando pa' tener comida
Siempre ando para arriba
Así es mi vida, vivo al día
Aunque ya casi no tenga familia

Se voltearon y tiraron malilla
Que porque ando con pura lacrilla
No saben ni que onda
De esas mamadas yo pido una ronda

Y las vecinas que no se me escondan
Son víboras como las anacondas
Dicen que el humo las azorrilla
Son más zorras que las bailarinas
La hacen de harina y también de maíz
Y se espantan porque me fumo mi weed

Actuando entre el bien y el mal
Como el ying yang, ya sabe carnal
Llevando mi vida adictiva con iniciativa
Sin dejar de hacer el cash

La jefa no se encuentra en paz
Que por mi apariencia no me vayan a confundir por ahí
Le digo que como cree
Que todo lo que hago es legal
Bueno, mijo, cuidese de la envidia a dónde quiera que va
No se preocupe que yo me la voy a fletar
Para lo que se me vaya a topar

Atos Errados

Não sei se haverá perdão para meus atos
Nem foda-se, me retrato
Nem perfeito, nem exato
Nem diabo, nem santo

Um pouco dos dois
Que me julgue Deus
No dia em que eu morrer, fica minha voz
Mas não penso em ir embora sem deixar um teto pro meu filho onde ele possa viver bem

Que quando crescer, nada lhe falte
Se alguém me oferecer uma grana, é óbvio que eu vou
Sempre que seja por uma boa quantia pra ir atrás de mais
Mugreiro pra me consumir, a Lua sabe, o Sol sabe
As paredes pichadas com spray sabem também

Brindo pela memória dos meus parças
Com quem estou sempre por perto
Lembrem-se, a vida não é pra sempre
Agora festejo, amanhã lamento
Às vezes me dá curiosidade sobre a morte
Mas não se trata de sorte, é sobre um momento preciso
Em que ela chega pra você e te leva sem pedir licença

Às vezes me comporto bem, às vezes mal
Pois, ah caramba, tanto faz
Como são, sei que a muitos eu caio mal
Aí estão as vizinhas que são bem ardidas
Me têm na base de animais e bruxarias

Saudações pro filho gordinho
Bem gordinho como o Ñoño
Juro que também queria pendurar
Meu diploma da universidade
Mas tive que trabalhar
Me tocou ser rapper internacional

Pois Jacqueline, assim sou feliz
A muitas gostam muito do meu nariz
E não é porque sou bonito
Mas porque muitas sonham que eu seja seu esposo
Oi mãe, você se lembra do menino, aquele que tirava dez
Aquele que tudo ganhava porque os pais tinham grana

Lá vai, lá está
Aí tá valendo nada
Lá vai, lá está
Aí tá valendo nada

Continuo me esforçando pra ter comida
Sempre subindo
Assim é minha vida, vivo dia a dia
Embora já quase não tenha família

Se viraram e jogaram maldade
Porque ando com pura gente da quebrada
Não sabem nem o que rola
Dessas paradas eu peço uma rodada

E as vizinhas que não se escondam
São víboras como as anacondas
Dizem que a fumaça as deixa doidas
São mais safadas que as dançarinas
Fazem de farinha e também de milho
E se assustam porque eu fumo minha erva

Agindo entre o bem e o mal
Como o yin yang, já sabe, irmão
Levando minha vida aditiva com iniciativa
Sem deixar de fazer a grana

A mãe não encontra paz
Que pela minha aparência não me confundam por aí
Digo a ela que como acha
Que tudo que faço é legal
Bom, filho, cuide-se da inveja onde quer que vá
Não se preocupe que eu vou me virar
Pra tudo que eu encontrar

Composição: La Santa Grifa