El Cielo
Tengo un miedo que no sé nombrar
Ser la flor que regresa al suelo gris
No ser nada, hambre fugaz
que extinguirá la sed del sol
En un pozo de agua que llovió
veo el color del cielo que va a caer
Con mis manos lo sostendré
Conoceré su piel azul
Y tú ¿por qué te niegas a ver?
¿Por qué no me oyes gritar?
¿Es que no soy real?
¿Por qué prefieres verme morir
a verme tocar el sol
que me puede quemar?
Mi esperanza es como un cielo azul:
ilusión que se oculta por temor
El silencio le da calor
Nadie la ve quemándose
Duerme la luz sobre un cristal
que nadie puede ver
La invocará voz inmortal
que nadie puede oir
Esperanza
Un sol
Se va, se va
Caeré en ese pozo de luz,
Ya no tendré temor de ser una ilusión
Yo voy detrás del ardiente sol
No tengo nombre ni voz
Soy agua de su sed
Yo voy detrás del ardiente sol
la intensidad de su luz
incendio de mi fe
Yo soy el velo que va a caer
reflejo de un cielo azul
que nadie puede ver
O Céu
Tenho um medo que não sei nomear
Ser a flor que volta ao chão cinza
Não ser nada, fome passageira
que vai apagar a sede do sol
Em um poço de água que choveu
vejo a cor do céu que vai cair
Com minhas mãos eu vou segurar
Conhecerei sua pele azul
E você, por que se recusa a ver?
Por que não me ouve gritar?
É que eu não sou real?
Por que prefere me ver morrer
a me ver tocar o sol
que pode me queimar?
Minha esperança é como um céu azul:
ilusão que se esconde por medo
O silêncio dá calor a ela
Ninguém a vê se queimando
Dorme a luz sobre um cristal
que ninguém pode ver
A invocará a voz imortal
que ninguém pode ouvir
Esperança
Um sol
Está indo, está indo
Cairei nesse poço de luz,
Já não terei medo de ser uma ilusão
Eu vou atrás do sol ardente
Não tenho nome nem voz
Sou água da sua sede
Eu vou atrás do sol ardente
a intensidade da sua luz
incêndio da minha fé
Eu sou o véu que vai cair
reflexo de um céu azul
que ninguém pode ver