GULA
Salgo de la cama, necesito comer
Tengo los huevos y el bacon en la sartén
Sé que con el desayuno empezaré el día bien
Hay una bestia dentro que no se sacia y me pide, me pide
Ahora quiere azúcar, se la voy a conceder
Mojaré bollos de crema en leche con cacao
Me siento pesado, puede ser que me pasé
Para equilibrar, voy a tomar otro café o quedo K.O.
Tengo que hacer y lo hago
El trabajo acumulado genera ansiedad
Necesito hacer algo para contrarrestarla
Por ejemplo, adelantar la hora de almorzar
La fruta es buena, me digo, así que no me corto
Tras un plátano, el siguiente, me pongo hasta el orto
Ya estoy lleno pero la bestia me pide más
Me digo a mí mismo: Luego lo voy a quemar
¡Vaya! Hoy toca comida familiar
Sé que va a hacer algo bien sabroso mi mamá
No puedo entrenar porque la voy a visitar
Pero dejo claro que esto es algo puntual
Aperitivo, sopa, guiso y repito
No será malo si es comida tradicional
Sé que me hace mal el gas, pero ¿qué os voy a contar?
No resisto y tomo birra para acompañar
No puedo más, puedo notar que voy a reventar
Pero mamá saca un postre casero al finalizar
No me cabe, no hay manera, pero la bestia empieza a hablar
No se lo puedes rechazar, además, tú me debes alimentar
Aggg, no puedo moverme del sofá
El placer, ahora, es arrepentimiento y culpa
Más tarde me llaman para salir a cenar
Y a pesar de haberlo pasado fatal, no puedo negarme nunca
No
No puedo andar
Me siento mal
No mereció la pena y ya
No lo haré más (no lo haré más)
Sobrepasar el límite
Y me vuelvo a engañar
Voy
A punto de reventar de tremenda indigestión
Pero al cabo de unas horas, me siento mucho mejor
Una cena con amigos es mi gran ocasión
Para darme otro atracón hasta el reventón, pon
Un poco más de sangría en la copa que ayude a pasar
Este doble costillar, ensalada ponme poca
¡Otra jarra, camarero! , se me calentó la boca
Y traiga de nuevo la carta porque el postre es lo que toca
Más azúcar me pide esa bestia que malcrío
Yo tengo el control, lo digo tanto que hasta me lo creo
Bebo poco, tan solo algún día excepcional
Pero siempre hay pretextos para celebrar
Después de cenar vamos todos a tomar
Cervezas y tragos, acabamos in the club
No me cabe más birra, tiene demasiado gas
Y me paso a los cócteles que embriagan más
Alcanzo ese punto donde río sin parar
Tan desinhibido que hasta me atrevo a hablar
Con chicas que veo mucho más lindas que antes
La piña con ron y licor de coco es genial
Ya no necesito beber, no tengo ni sed
Y sé muy bien que mañana me arrepentiré
Pero mi bestia interior me lleva de vuelta a la barra
Pide más y asume el control otra vez
Tantas copas que tengo sueño, ¡joder!
Vodka con Red Bull en esta ronda lo va a resolver
Con tanto líquido voy muy seguido al WC
¿Cómo hago? Llevo un vaso en la mano, en la otra el cel
Glucosa y alcohol en exceso inundan mis venas
Mis vísceras ya no procesan más, están llenas
Arcadas, mareos, no dejo de salivar
Colapso total, empiezo a potar
No
No puedo andar
Me siento mal
No mereció la pena y ya
No lo haré más (no lo haré más)
Sobrepasar el límite
Y me vuelvo a engañar
El monstruo se ríe, le odio, le quiero matar
Me doy cuenta de que no me renta pasarlo tan mal
Por eso no entiendo que cuando algo me vuelve a tentar
Dejo que esa bestia inmunda me vuelva a dominar
Trago como un animal porque adentro algo anda mal
Y no resuelvo y me comporto como un ser irracional
¿Un demonio me domina o es que trato de ocultar
Que tan solo soy un débil, un mierda sin voluntad?
GULA
Saio da cama, preciso comer
Tenho os ovos e o bacon na frigideira
Sei que com o café da manhã vou começar o dia bem
Tem uma besta dentro que não se sacia e me pede, me pede
Agora quer açúcar, vou dar pra ela
Vou molhar os bolinhos de creme no leite com chocolate
Me sinto pesado, pode ser que exagerei
Pra equilibrar, vou tomar outro café ou fico K.O
Tenho que fazer e faço
O trabalho acumulado gera ansiedade
Preciso fazer algo pra aliviar isso
Por exemplo, adiantar a hora do almoço
A fruta é boa, me digo, então não me contenho
Depois de uma banana, a próxima, me encho até não poder mais
Já estou cheio, mas a besta me pede mais
Me digo: Depois eu queimo tudo
Uau! Hoje é dia de comida em família
Sei que minha mãe vai fazer algo bem gostoso
Não posso treinar porque vou visitá-la
Mas deixo claro que isso é algo pontual
Aperitivo, sopa, guisado e repito
Não vai ser ruim se for comida tradicional
Sei que o gás me faz mal, mas o que posso dizer?
Não resisto e pego uma cerveja pra acompanhar
Não aguento mais, sinto que vou estourar
Mas minha mãe traz uma sobremesa caseira no final
Não cabe, não tem jeito, mas a besta começa a falar
Não dá pra recusar, além do mais, você tem que me alimentar
Aggg, não consigo me mover do sofá
O prazer agora é arrependimento e culpa
Mais tarde me chamam pra sair pra jantar
E apesar de ter passado mal, nunca consigo dizer não
Não
Não consigo andar
Me sinto mal
Não valeu a pena e já
Não vou fazer mais (não vou fazer mais)
Ultrapassar o limite
E me engano de novo
Vou
Quase estourando de uma tremenda indigestão
Mas depois de algumas horas, me sinto muito melhor
Um jantar com amigos é minha grande chance
Pra me dar outro ataque até estourar, vai
Um pouco mais de sangria na taça que ajude a descer
Esse costelão, salada põe pouca
Outra jarra, garçom! Minha boca tá quente
E traz de novo o cardápio porque a sobremesa é o que vem
Mais açúcar me pede essa besta que maltrato
Eu tenho o controle, falo tanto que até acredito
Bebo pouco, só em dias excepcionais
Mas sempre tem desculpas pra comemorar
Depois do jantar vamos todos tomar
Cervejas e drinks, acabamos na balada
Não consigo mais cerveja, tá com muito gás
E vou pros coquetéis que embriagam mais
Chego naquele ponto onde rio sem parar
Tão desinibido que até me atrevo a falar
Com garotas que vejo muito mais lindas que antes
A piña colada com rum e licor de coco é sensacional
Já não preciso beber, não tenho nem sede
E sei muito bem que amanhã vou me arrepender
Mas minha besta interior me leva de volta ao bar
Pede mais e assume o controle de novo
Tantas doses que tô com sono, caramba!
Vodka com Red Bull nessa rodada vai resolver
Com tanto líquido vou muito ao banheiro
Como faço? Tô com um copo na mão, na outra o celular
Glicose e álcool em excesso inundam minhas veias
Minhas vísceras já não processam mais, estão cheias
Ânsias, tonturas, não paro de salivar
Colapso total, começo a vomitar
Não
Não consigo andar
Me sinto mal
Não valeu a pena e já
Não vou fazer mais (não vou fazer mais)
Ultrapassar o limite
E me engano de novo
O monstro ri, eu o odeio, quero matá-lo
Percebo que não vale a pena passar tão mal
Por isso não entendo que quando algo me tenta de novo
Deixo essa besta imunda me dominar de novo
Engulo como um animal porque dentro algo tá errado
E não resolvo e me comporto como um ser irracional
Um demônio me domina ou é que tento esconder
Que sou apenas um fraco, um merda sem vontade?