LUJURIA
Yeah
Eres mi Luna por la noche y por el día mi Sol
En esas tardes de tristeza, siempre fuiste el farol
(Yo) mi peor enemigo (tú) la que alumbra el camino
De este soldado enfrentado hasta con aspas de molino
(Yo) un acantilado afilado de soberbia
(Tú) pacientes olas del mar que lo suavizan
(Tú) la brisa fresca de Galicia
(Yo) el asfalto seco de Madrid, quema tanto que aterroriza
Pero a ti te atrae este exceso de calor
Siempre te causé más atracción que temor
Eres capaz de aplacar la ira del dragón
Y sabes despertar mi pasión
Tú mi gula, yo la tuya, el dulce la de los dos
Si pecamos de glotones juntos, siempre es mejor
Me consientes, sacias mi avaricia
Siento envidia si es que el viento te acaricia (yeah)
Hoy tengo la certeza de que
Mi peor pecado es no cuidarte más por pereza
Pero sigues a mi lado, soy un hombre afortunado
Como tú nadie nunca me ha tocado, más
Si me siento atado al mástil, el deseo me envenena
Y si nado desatado entre los cantos de sirena
Con mi alma salvaje plena, después me mata la pena
Cuando sufres por mi causa siento el veneno en mis venas (yeah)
Y lujuria condenándome a vivir
Como un lobo enloquecido entre cadenas
O a romperlas y a correr bosque adentro en busca de ménades
Manantiales con distintos néctares
La llamada de la selva, la sabana o el mar
Me transforma en un felino o en un ave rapaz
Un escualo que no tiene más opción que cazar
Una bestia desatada, predador natural
Me convierte en un simple animal
Acechando presas a las que devorar
Es esa serpiente de mirada hipnótica
Que induce a desear frutos prohibidos con aromas dulces
Es el impulso primario y no sé a ciencia cierta
Si sería sano cerrarle para siempre las puertas
A este juego que sofoca el fuego y el ego alimenta
Más hace daño a quien amo, luego también me atormenta (yeah)
¿Por qué es tan difícil?
El deseo y el amor son hermanos que se quieren
Y pelean, tan contradictorios como el ser humano
El cariño y el instinto no siempre van de la mano
Duele amar si lujuria me acompaña como este piano
Y quiero tanto a mi Luna que anhelo no desear las estrellas
Pero lujuria es tan fuerte que no puedo, no puedo
Quiero pensar solamente en quien quiero, mi Luna de terciopelo
Pero lujuria está dentro de mi cuerpo y no puedo
Y nadé y después me ahogó imaginar tu llanto
He tenido que sufrirlo pues me falta la empatía
Pero vi cómo mi lógica y mi mundo se caía
¿Por qué duele si lujuria es instinto y no es amor?
Asmodeus, el demonio, tiene tan macabro humor
Los placeres de la carne pueden ser un manjar
Y yo soy un pecador, solo un hombre normal
Mi valor o crueldad es quererlo expresar
Ser sincero y a quien quiero no negar la verdad
Qué difícil tripular mi navío
Tengo cuanto cualquier capitán podría desear
Y aún así, a veces me pierdo en alta mar
Aunque la Luna me guía hasta en un vendaval frío (¿eh?)
Y sé que es un sentimiento auténtico (eterno)
Ya hemos navegado en paraísos (y avernos)
Viajar a tu lado es mi edén y también
Mi odisea si lujuria trae sirenas a mi sien
Y quiero tanto a mi Luna que anhelo no desear las estrellas
Pero lujuria es tan fuerte que no puedo (no puedo), no puedo (no puedo)
Quiero pensar solamente en quien quiero, mi Luna de terciopelo
Pero lujuria está dentro de mi cuerpo (mi cuerpo) y no puedo (no puedo)
LUXÚRIA
É
Você é minha Lua à noite e meu Sol durante o dia
Nessas tardes de tristeza, sempre foi meu farol
(Eu) meu pior inimigo (você) quem ilumina o caminho
Desse soldado enfrentando até com as lâminas do moinho
(Eu) um penhasco afiado de soberania
(Você) ondas pacientes do mar que o suavizam
(Você) a brisa fresca da Galícia
(Eu) o asfalto quente de Madrid, que queima tanto que apavora
Mas você se atrai por esse excesso de calor
Sempre te causei mais atração do que medo
Você é capaz de acalmar a fúria do dragão
E sabe despertar minha paixão
Você minha gula, eu a sua, o doce é nosso
Se pecamos de glutões juntos, sempre é melhor
Você me consente, sacia minha avareza
Sinto inveja se o vento te acaricia (é)
Hoje tenho a certeza de que
Meu pior pecado é não cuidar de você por preguiça
Mas você continua ao meu lado, sou um homem sortudo
Como você ninguém nunca me tocou, mais
Se me sinto preso ao mastro, o desejo me envenena
E se nado solto entre os cantos de sereia
Com minha alma selvagem plena, depois a dor me mata
Quando você sofre por minha causa sinto o veneno nas minhas veias (é)
E luxúria me condenando a viver
Como um lobo enlouquecido entre correntes
Ou a quebrá-las e correr floresta adentro em busca de ménades
Fontes com néctares diferentes
A chamada da selva, da savana ou do mar
Me transforma em um felino ou em uma ave de rapina
Um tubarão que não tem outra opção a não ser caçar
Uma besta solta, predador natural
Me transforma em um simples animal
Apreendendo presas que devo devorar
É aquela serpente de olhar hipnótico
Que induz a desejar frutos proibidos com aromas doces
É o impulso primário e não sei ao certo
Se seria saudável fechar para sempre as portas
A esse jogo que sufoca o fogo e alimenta o ego
Mas faz mal a quem amo, depois também me atormenta (é)
Por que é tão difícil?
O desejo e o amor são irmãos que se amam
E brigam, tão contraditórios como o ser humano
O carinho e o instinto nem sempre andam juntos
Dói amar se a luxúria me acompanha como este piano
E quero tanto a minha Lua que anseio não desejar as estrelas
Mas a luxúria é tão forte que não posso, não posso
Quero pensar somente em quem amo, minha Lua de veludo
Mas a luxúria está dentro do meu corpo e não posso
E nadei e depois me afoguei imaginando seu choro
Tive que sofrer isso pois me falta empatia
Mas vi como minha lógica e meu mundo desmoronavam
Por que dói se a luxúria é instinto e não é amor?
Asmodeus, o demônio, tem um humor tão macabro
Os prazeres da carne podem ser um manjar
E eu sou um pecador, só um homem normal
Meu valor ou crueldade é querer expressar
Ser sincero e não negar a verdade a quem amo
Que difícil é comandar meu navio
Tenho tudo que qualquer capitão poderia desejar
E mesmo assim, às vezes me perco em alto-mar
Embora a Lua me guie até em um vendaval frio (é?)
E sei que é um sentimento autêntico (eterno)
Já navegamos em paraísos (e infernos)
Viajar ao seu lado é meu edên e também
Minha odisseia se a luxúria traz sereias à minha têmpora
E quero tanto a minha Lua que anseio não desejar as estrelas
Mas a luxúria é tão forte que não posso (não posso), não posso (não posso)
Quero pensar somente em quem amo, minha Lua de veludo
Mas a luxúria está dentro do meu corpo (meu corpo) e não posso (não posso)