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Peça, Patrão

Santiago Chalar

Pida Patrón

Pida Patrón no es un canto
Pida Patrón es un grito
Dolor simplemente escrito
Que pudo ser bien un llanto
Rabia, pasión, desencanto
Sangrante rima que hallo
Cruda sentencia que fallo
Para el que pobre, o no pobre
Por un puñado de cobres
Condene a muerte a un caballo

Pida patrón lo que quiera
Pida el galope más grande
Pida el aliento más largo
Pero no venda mi carne

Pida que nade los ríos
Que cruce todos los valles
Que me deshaga en las sierras
Pero no venda mi carne

Pida que embista en mi pecho
Las lanzas que embistió antes
Pida que vuele en pedazos
Bajo el rugir del combate
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Pida que enriede en mis crines
La muerte que anda en el aire
Pida que caiga envarado
Ahogando el relincho en sangre
Pida que agote mis fuerzas
Cuando en la paz cinche y are
Para trillar los veranos
Maduros en los trigales
Pida que seque las ubres
De las yeguadas que paren
Aunque apure los potrillos
Y así los cristianos mamen

Pídame botas de potro
Que por mi muerte le nacen
Para salvar en la muerte
La tradición del gauchaje

Pida todo lo que quiera
Del escudo desterrarme
Cinchar las cosas más pobres
Basta que cien Orientales
Sufrir su olvido, desdén
Pero no venda mi carne

Olvide que hice la patria
En mi lomo con los grandes
Pida todo lo que quiera
Pero no venda mi carne

Peça, Patrão

Peça, Patrão, não é um canto
Peça, Patrão, é um grito
Dor simplesmente escrita
Que poderia ser um choro
Raiva, paixão, desencanto
Rima sangrenta que encontro
Sentença crua que erro
Para o pobre, ou não pobre
Por um punhado de moedas
Condene à morte um cavalo

Peça, Patrão, o que quiser
Peça o galope mais forte
Peça o fôlego mais longo
Mas não venda minha carne

Peça que nade os rios
Que cruze todos os vales
Que me desfaça nas serras
Mas não venda minha carne

Peça que embista em meu peito
As lanças que já embistiu
Peça que voe em pedaços
Sob o rugido do combate
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Peça que enrede em minhas crinas
A morte que anda no ar
Peça que caia em pé
Afogando o relincho em sangue
Peça que exaure minhas forças
Quando na paz cincha e ara
Para debulhar os verões
Maduros nos trigais
Peça que seque as tetas
Das éguas que parem
Embora apresse os potrinhos
E assim os cristãos mamem

Peça-me botas de potro
Que por minha morte nascem
Para salvar na morte
A tradição do gaúcho

Peça tudo o que quiser
Do escudo me desterrar
Cinchar as coisas mais pobres
Basta que cem Orientais
Sofram seu esquecimento, desdém
Mas não venda minha carne

Esqueça que fiz a pátria
Nas minhas costas com os grandes
Peça tudo o que quiser
Mas não venda minha carne

Composição: Santiago Chalar / Santos Inzaurralde