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O Que Eu Devo (part. Denis Ramos)

Santullo

Lo Que Debo (part. Denis Ramos)

Mancha, pido, no juego mas
Ya no me aguanto la cabeza
Se me parte por atrás
Reparto cartas a un puñado de perros de presa
Se ríen, fuman
Dejan marcas de cigarro en la mesa
Ya no me pesa entender
Que la culpa es mía
Me la banco, no hay tutía
Me encuentro, oscuro
Un cielo de color azul cianuro
Y en esta nube densa de aire impuro
Recalculo mi deriva
Y recalifico las alternativas
Que al final se ven todas fuleras
Y es que la fiesta solo es la fiesta
Cuando se mira de afuera

Se que debo hacer todo lo que debo
Para dibujar con fuego el cielo
Se que debo hacer todo lo que debo
Para sobrevolar el mar sin miedo

Tengo teorías atadas con tensores tirantes
Ruido blanco y estática
Reventándome los parlantes
Billetes que se queman entre mis dedos
Chapo los mensajes al vuelo y me huelo
Que ando falto de ambiente
Como un principiante
Parco de estilo, poco elegante
Sucumbo a la truculencia
Caigo en un abismo negro sin conciencia
Abandono la cautela y considero “me la pelan”
Apago el faso, me voy al mazo, pelo el bufoso
Mientras pienso
Con la mirada perdida
Que triste sería quedarla
Por una mano que vino torcida

Se que debo hacer todo lo que debo
Para dibujar con fuego el cielo
Se que debo hacer todo lo que debo
Para sobrevolar el mar sin miedo

A la verdad el calzador le alcanza
Para entrar
Me inclino por inclinar la balanza
Y no quedar
Atrapado en la transa sin poder zafar
No es suficiente asegurar que se camina
Siempre se puede tropezar y rodar en la esquina
O simplemente dar
Un paso adelante y dos pasos atrás
Lo dijo el propio Lenin
Cuidarse la espalda nunca está de mas

Se que debo hacer todo lo que debo
Para dibujar con fuego el cielo
Se que debo hacer todo lo que debo
Para sobrevolar el mar sin miedo

El mar sin miedo

O Que Eu Devo (part. Denis Ramos)

Mancha, peço, não jogo mais
Já não aguento a cabeça
Está me partindo por trás
Distribuo cartas para um punhado de cães de caça
Eles riem, fumam
Deixam marcas de cigarro na mesa
Já não me pesa entender
Que a culpa é minha
Eu aguento, não tem jeito
Me encontro, no escuro
Um céu de cor azul cianuro
E nesta nuvem densa de ar impuro
Recalculo minha deriva
E recalifico as alternativas
Que no final parecem todas furadas
E é que a festa só é festa
Quando se olha de fora

Sei que devo fazer tudo o que devo
Para desenhar com fogo o céu
Sei que devo fazer tudo o que devo
Para sobrevoar o mar sem medo

Tenho teorias amarradas com tensores esticados
Ruído branco e estática
Estourando meus alto-falantes
Notas que se queimam entre meus dedos
Pego as mensagens no ar e sinto
Que estou sem ambiente
Como um iniciante
Pobre de estilo, pouco elegante
Sucumbo à truculência
Caio em um abismo negro sem consciência
Abandono a cautela e considero “que se dane”
Apago o baseado, vou pro bar, arranco o bufoso
Enquanto penso
Com o olhar perdido
Que triste seria ficar assim
Por uma mão que veio torta

Sei que devo fazer tudo o que devo
Para desenhar com fogo o céu
Sei que devo fazer tudo o que devo
Para sobrevoar o mar sem medo

Para a verdade o calçador é suficiente
Para entrar
Me inclino para inclinar a balança
E não ficar
Preso na transa sem poder escapar
Não é suficiente garantir que se caminha
Sempre se pode tropeçar e rolar na esquina
Ou simplesmente dar
Um passo à frente e dois passos atrás
Disse o próprio Lenin
Cuidar das costas nunca é demais

Sei que devo fazer tudo o que devo
Para desenhar com fogo o céu
Sei que devo fazer tudo o que devo
Para sobrevoar o mar sem medo

O mar sem medo

Composição: