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Questão de Berço

Sara Hebe

Cuestión de Cuna

Entre esa gente sin sentido común
En todo este cemento lo único que tengo
Esta canción, un elemento
No, no me preocupo por el rap
Sé que conmigo está contento
Le pongo mi dulzura y lo utilizo

Así suprimo mi lamento te lo cuento
Hay gente molestándome tremendamente
Con esa tremenda mente
Nunca cambia la cuestión de cuna
De crianza para el nacimiento no hay vacuna

Lo que anda dando vuelta
Yo vengo, multiplico, no sobro ni resto
Me implico, te explico, ¡yo!
Estoy en la ciudad del consumo
Vivo en la región que está en la
Tabla de suicidios en el puesto uno

Ese chico, por no jugar, se puso peligroso
Ese pequeño está arruinado
El problema es grueso
Perros presos por lamer hueso
Y comiéndose la carne está el sabueso

¿Dónde está eso que se llama progreso?
Si un grupo de empresas
Pone al pueblo depresivo, empieza
Somos presa de nuestra raza, ¿qué te pasa?

¿Por qué te atontaste tanto?
¿Por qué pasas todo el día hablando hablando hablando?
Llego en el silencio con mi nombre tomo el mando
Así como me ves es como ando
Comando, ejército de bailarinas

Que se oponen a quien gobierna la Argentina
No es ninguna dama digna
Es una mina envuelta en oro lavando dinero
Quedarán las vías sin el tren
Y las balas del cuerpo de otro testimonio es lo que quiero

No es cosa poca, provoca el paco un tono
Y pa' colmo pa' comer muy poco, loco
Sabes de mi decencia, conozco mi descendencia
Carezco de creencia salvadora
Agradezco tu influencia sanadora
Sé que la carencia da potencia

Tú, con tu ciencia, al servicio de la inocencia
Recién nacida tu complicidad civil es homicida
Me toca asistir al fin es mi placer de ver
Que es mayor enfermedad la xenofobia que el sida

Lo mismo no, no me da lo mismo
Me paro ante el mis-misimo mil mie
Que nos recuerda que robar tierra es
Lo contrario a lo que quedó de izquierda, ves
La mirada de esta chica no es la de una chica cuerda

Vestira, mentira, mientras mira mentira mentira
Querida amiga, la gente está confundida
Hay revolución verdadera, no tiene sponsor
Mi vida, 'tan todos porque baje el costo de vida
Comprendo tu contradicción

Fíjate quien te ha visto, quien te ve y quien te viste
Es el patrón de la casa de explotación
'Ta más caliente auspiciando
La marca que marca tu canción

Acción irreprochable activa mi reacción inevitable
Activarás tu mente o evitarás que hable
Hay crisis en tu gobierno
Cruces cretinas entre otro par de muertos
Algunos el poder los excita
A otros el no poder comer sabes, los debilita

Y yo te digo que mami, esto no es Miami
Ma ma mami, esto no es Miami
Ma ma mami, esto no es Miami
Ma ma mami, esto no es Miami, ¡no!
Nunca cambia la cuestión de cuna

De crianza para el nacimiento no hay vacuna, no no no
Nunca cambia la cuestión de cuna
De crianza para el nacimiento no hay vacuna, no no
Nunca cambia la cuestión de luna
De crianza para el nacimiento no hay vacuna, no
Nunca cambia la cuestión de cuna

Questão de Berço

Entre essa gente sem senso
Nesse cimento, o que eu tenho
É essa canção, um elemento
Não, não me preocupo com o rap
Sei que ele tá feliz comigo
Coloco minha doçura e uso isso

Assim suprimo meu lamento, te conto
Tem gente me incomodando pra caramba
Com essa mente tão absurda
Nunca muda a questão de berço
De criação pra nascer não tem vacina

O que tá rodando por aí
Eu chego, multiplico, não sobra nem resta
Me envolvo, te explico, eu!
Tô na cidade do consumo
Vivo na região que tá na
Tabela de suicídios em primeiro lugar

Aquele garoto, por não brincar, ficou perigoso
Aquele pequeno tá arruinado
O problema é sério
Cães presos por lamber osso
E comendo carne tá o sabujo

Onde tá isso que se chama progresso?
Se um grupo de empresas
Deixa o povo depressivo, começa
Somos presa da nossa raça, o que tá pegando?

Por que você ficou tão atordoado?
Por que passa o dia todo falando, falando, falando?
Chego no silêncio, com meu nome eu tomo o comando
Assim como me vê, é como ando
Comando, exército de dançarinas

Que se opõem a quem governa a Argentina
Não é nenhuma dama digna
É uma mina envolta em ouro lavando dinheiro
Ficarão as vias sem o trem
E as balas do corpo de outro testemunho é o que eu quero

Não é pouca coisa, provoca o paco um tom
E pra piorar, pra comer é muito pouco, louco
Você sabe da minha decência, conheço minha descendência
Careço de crença salvadora
Agradeço sua influência curadora
Sei que a carência dá potência

Você, com sua ciência, a serviço da inocência
Recién nascida, sua cumplicidade civil é homicida
Me toca assistir, no fim é meu prazer ver
Que a maior doença é a xenofobia, mais que a aids

Não é a mesma coisa, não me dá o mesmo
Me coloco diante do mis-misimo mil mie
Que nos lembra que roubar terra é
O contrário do que sobrou da esquerda, vê
O olhar dessa garota não é de uma garota sã

Vestira, mentira, enquanto olha, mentira, mentira
Querida amiga, a galera tá confusa
Tem revolução verdadeira, não tem patrocinador
Minha vida, 'tá todo mundo porque baixou o custo de vida
Compreendo sua contradição

Olha quem te viu, quem te vê e quem te veste
É o patrão da casa de exploração
'Tá mais quente patrocinando
A marca que marca sua canção

Ação irrepreensível ativa minha reação inevitável
Você ativará sua mente ou evitará que eu fale
Tem crise no seu governo
Cruzes cretinas entre outro par de mortos
Alguns o poder os excita
A outros o não poder comer, sabe, os enfraquece

E eu te digo que mami, isso não é Miami
Ma ma mami, isso não é Miami
Ma ma mami, isso não é Miami
Ma ma mami, isso não é Miami, não!
Nunca muda a questão de berço

De criação pra nascer não tem vacina, não, não, não
Nunca muda a questão de berço
De criação pra nascer não tem vacina, não, não
Nunca muda a questão de lua
De criação pra nascer não tem vacina, não
Nunca muda a questão de berço

Composição: