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O Poço do Artista

Satariel

The Well Of The Artist

I paint in black and white
A face appears as my creation on canvas
Structured lines expressing the very foundations of chaos
These lines are but words
Words I read from upon each wall, each scene I behold

I swallow the pictures of the surroundings
and set them in the womb of my mind
The plant grows in my garden obscure

From the poisoned ground a flower then rises
Black and dead it still grows further more and more
And I adore it's beauty, grace, it's lonely pride
As I summon it's essence to manifest for me,
powers of creations are running through me
In trance it's nature comes undressed to me
I then gently dress it in colours, and give it name by words,
give it soul by tunes...
Soul by tunes!

For even the flower that springs from upon the grave
holds a mirror of life itself
Yes, even youth and thirsting striving for what's above
But to the grave it's bound forever

My soul must bleed to create
As Osiris - I die to be resurrected
The pain is the words
The tears the real fluid on my brush

I am the crying dying one
I am the magician

For I am the artist
And as the world devours me
I am resurrected in another one
Created from the devastation of myself
Devastation of myself!

I hear the voices haunt across the spaces
They grant me the speech of my world - our world
And though they cut me deep, very deep
I search them for more as soon as they're gone
They hurt so badly, still its of them I consist
There is no real joy in this, purely a need for deed

I travel by the tears, falling down
Into a perfect satisfaction in the soil of the graveyard

O Poço do Artista

Pinto em preto e branco
Um rosto aparece como minha criação na tela
Linhas estruturadas expressando as fundações do caos
Essas linhas são apenas palavras
Palavras que leio em cada parede, cada cena que vejo

Engulo as imagens ao meu redor
E as coloco no ventre da minha mente
A planta cresce no meu jardim obscuro

Do solo envenenado uma flor então surge
Preta e morta, ainda cresce mais e mais
E eu adoro sua beleza, graça, seu orgulho solitário
Enquanto convoco sua essência para se manifestar para mim,
poderes de criação correm através de mim
Em transe, sua natureza vem despida até mim
Então eu a visto suavemente com cores, e dou nome com palavras,
dou alma com melodias...
Alma com melodias!

Pois até a flor que brota do túmulo
carrega um espelho da própria vida
Sim, até a juventude e a sede lutando pelo que está acima
Mas ao túmulo está eternamente ligada

Minha alma deve sangrar para criar
Como Osíris - eu morro para ser ressuscitado
A dor são as palavras
As lágrimas o verdadeiro fluido no meu pincel

Eu sou o que chora e morre
Eu sou o mágico

Pois eu sou o artista
E enquanto o mundo me devora
Eu sou ressuscitado em outro
Criado da devastação de mim mesmo
Devastação de mim mesmo!

Ouço as vozes assombrando os espaços
Elas me concedem a fala do meu mundo - nosso mundo
E embora me cortem fundo, muito fundo
Eu as busco por mais assim que se vão
Elas doem tanto, ainda assim sou feito delas
Não há verdadeira alegria nisso, apenas uma necessidade de ação

Viajo pelas lágrimas, caindo
Em uma satisfação perfeita no solo do cemitério

Composição: