En El Abismo
Noble mar límpido
Pienso en tus playas de coral
No es tan fácil ser un hombre
Sin gozar de libertad
Mis manos sangrantes
Mis pies no saben andar
Pulcro sentimiento ahogado
Es la vida y el azar
Plazco en un cuarto vacío
Con mentes que hiela el frío
Las soledades que me abrigan
Besan a esos muertos en vida
Comulgo con la oscuridad
La eterna noche reinará
¡Ah! Los huracanes son mi luz
Que el viento embista con furor
¡Remad! El horizonte es nuestro umbral
Neptuno, pido caridad
Que a esta nave la asole el mar
Pues mi vida no es suya
Niebla gris, duérmeme
Mis cadenas riñen sed
Ambas manos en el remo
Clamo por volverte a ver
Ego cruel, óyeme
La galera coronó
Las murallas más amargas
¡Sácame de esta prisión!
Dulce suspiro mi ángel
¡Cuanta impiedad lacerante!
Espérame en esa playa
Que construí por tí en mis sueños
Comulgo con la oscuridad
Pero el romance quedará
¡Ah! Los huracanes son mi luz
Que el viento embista con furor
¡Remad! El horizonte es nuestro umbral
Neptuno, pido caridad
Que a esta nave la asole el mar
Pues mi vida no es suya
No Abismo
Mar nobre e límpido
Penso nas suas praias de coral
Não é tão fácil ser homem
Sem desfrutar da liberdade
Minhas mãos sangrando
Meus pés não sabem andar
Sentimento puro afogado
É a vida e o acaso
Estou em um quarto vazio
Com mentes que o frio congela
As solidões que me aquecem
Beijam esses mortos-vivos
Comungo com a escuridão
A eterna noite reinará
Ah! Os furacões são minha luz
Que o vento ataque com fúria
Remem! O horizonte é nosso limiar
Netuno, peço caridade
Que este barco seja banhado pelo mar
Pois minha vida não é sua
Névoa cinza, me faça dormir
Minhas correntes brigam com a sede
Ambas as mãos no remo
Clamo para te ver de novo
Ego cruel, ouça-me
A galera coroou
As muralhas mais amargas
Me tire desta prisão!
Doce suspiro, meu anjo
Quanta impiedade lacerante!
Espere por mim naquela praia
Que construí por você em meus sonhos
Comungo com a escuridão
Mas o romance permanecerá
Ah! Os furacões são minha luz
Que o vento ataque com fúria
Remem! O horizonte é nosso limiar
Netuno, peço caridade
Que este barco seja banhado pelo mar
Pois minha vida não é sua