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Lágrimas Forçadas

Sebastian Martinez

Lágrimas Forzadas

El día que me toque irme, no quiero ver lágrimas forzadas
Ni abrazos que nunca llegaron vida, solo levanten la mirada al cielo
Y digan en voz baja ya descanso, porque tal vez este mundo nunca fue para mí
Pero hice lo que pude con lo que tuve

Cuando me muera no quiero que me lloren, mejor miren al cielo y digan ya se fue
Se fue aquel loco que andaba perdido, que en su silencio aprendió a querer
No me lleven flores que nunca llegaron, y palabras lindas que no escuche
Porque en vida fui poco pa muchos ojos, en soledad fue donde encontré
Camine despacio entre tantas sombras, con mil historias que nadie leyó
Fui invisible en medio de todos, pero mi alma nunca se rindió

No me entierren con tumbas de lujos, si en vida nunca supe lo que es
Déjenme una caja de madera sencilla, y que la tierra me abrace después
Y si preguntan quien fui en este mundo, no cambien nada díganlo así
Un loco serio de poco amigos enojón, pero siempre fui fiel a mi

No tuve riquezas ni grandes aplausos, ni fui importante pa la multitud
Pero tuve sueños que guarde en el pecho, y cicatrices que me dio la vida en cruz
A veces quise gritar lo que sentía, pero el orgullo me hizo callar
Y aunque por dentro todo me dolía, aprendí solo a disimular
Fui de los que aman aun que no les toque, de los que dan sin recibir
Y aunque muchas veces me sentí perdido, nuca deje de resistir

Y si alguna vez les falle o no supe estar cuando más me necesitaban perdón
Si algún día les falte el respeto les pido disculpa de todo corazón
Porque, aunque a veces fui duro o dije cosas que no debía, nunca fue con mala intención

También fui humano, también me equivoqué
También cargue cosas por dentro que nunca supe cómo explicar
Y si alguna vez me notaron distante no era que no quisiera
Era que no sabía como acercarme

Casi no existía pa este mundo loco, nadie notaba si estaba o no
Pero hubo noches donde el cielo sabe, todo lo que mi alma lloro
No fui ejemplo ni quise ser santo, solo fui alguien tratando de vivir
Con errores grandes y pasos en falso, pero siempre luchando por seguir

No me entierren con tumbas de lujos, porque eso nunca fue para mi
Solo madera y un poco de tierra: Y un padre nuestro al partir
Y cuando miren arriba en la noche, si una estrella les hace pensar
Tal vez sea yo diciéndoles que di todo, ya estoy bien no hay porque llorar

Recuérdenme como fui sin adornos, sin mentiras, un loco
Un poco enojón, pero real en un mundo que casi nunca me vio

Lágrimas Forçadas

No dia que eu tiver que ir, não quero ver lágrimas forçadas
Nem abraços que nunca chegaram, vida, só levantem a cabeça pro céu
E digam em voz baixa, já descansei, porque talvez esse mundo nunca foi pra mim
Mas fiz o que pude com o que tive

Quando eu morrer, não quero que chorem por mim, melhor olhem pro céu e digam, já foi
Foi aquele maluco que andava perdido, que no seu silêncio aprendeu a amar
Não me tragam flores que nunca chegaram, e palavras bonitas que não escutei
Porque em vida fui pouco pra muitos olhos, na solidão foi onde encontrei
Caminhei devagar entre tantas sombras, com mil histórias que ninguém leu
Fui invisível no meio de todos, mas minha alma nunca se rendeu

Não me enterrem com tumbas de luxo, se em vida nunca soube o que é
Deixem-me uma caixa de madeira simples, e que a terra me abrace depois
E se perguntarem quem fui neste mundo, não mudem nada, digam assim
Um maluco sério, de poucos amigos, rabugento, mas sempre fui fiel a mim

Não tive riquezas nem grandes aplausos, nem fui importante pra multidão
Mas tive sonhos que guardei no peito, e cicatrizes que a vida me deu em cruz
Às vezes quis gritar o que sentia, mas o orgulho me fez calar
E embora por dentro tudo me doía, aprendi só a disfarçar
Fui dos que amam mesmo sem receber, dos que dão sem esperar
E embora muitas vezes me senti perdido, nunca deixei de resistir

E se alguma vez falhei ou não soube estar quando mais precisavam, perdão
Se algum dia faltei com respeito, peço desculpas de coração
Porque, embora às vezes fui duro ou disse coisas que não devia, nunca foi com má intenção

Também fui humano, também errei
Também carreguei coisas por dentro que nunca soube como explicar
E se alguma vez me notaram distante, não era que eu não quisesse
Era que não sabia como me aproximar

Quase não existia pra esse mundo louco, ninguém notava se eu estava ou não
Mas houve noites em que o céu sabe, tudo que minha alma chorou
Não fui exemplo nem quis ser santo, só fui alguém tentando viver
Com erros grandes e passos em falso, mas sempre lutando pra seguir

Não me enterrem com tumbas de luxo, porque isso nunca foi pra mim
Só madeira e um pouco de terra: E um pai nosso ao partir
E quando olharem pra cima à noite, se uma estrela lhes fizer pensar
Talvez seja eu dizendo que dei tudo, já estou bem, não há porque chorar

Lembrem-se de mim como fui, sem adornos, sem mentiras, um maluco
Um pouco rabugento, mas real em um mundo que quase nunca me viu

Composição: Ricardo Oñate