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Justiça Medieval

Sedição

Letra

    Crucificar, crucificar (justiça)
    Martirizar, martirizar (justiça)
    Encarcerar, encarcerar (justiça)
    Exterminar, exterminar (justiça)

    Crucificar, crucificar (justiça)
    Martirizar, martirizar (justiça)
    Encarcerar, encarcerar (justiça)
    Exterminar, exterminar

    O calvário é o caminho, sem rosa, com espinho
    É o destino, a sina do amor vitalício
    Um vício, loucura pra quem tá dormindo
    Alívio pra quem brinda nosso extermínio
    Lutar pelos seus é tipo um terrorismo
    Contra o genocídio, se é contra é bandido
    Tem que concordar em morrer excluído
    Fudido, com um tiro varando no ouvido
    Estatística é mato, pro estado é vil
    É padrão, o perfil do pivete de fuzil
    Pela cor, o gambé atirou e sumiu
    Mais um número em cinquenta mil
    Se é pobre finado, é caso isolado
    Tanque de guerra, a ordem, a lei
    Invasão, repressão carregando G3
    Não tem vez!
    Pacificando o outro lado!

    (Matem todos!)
    Liga no jornal
    O inimigo caiu
    Da cor da madruga um guerreiro surgiu
    Assumiu a responsa, e o crime não sumiu
    Pode crê que no saldo de um bico subiu
    O anzol que patrocina joia deu corda
    A isca, mordeu, mas levou 3 na pistola
    A filantropia da mídia é maldosa
    Esconde o ciclo homicida, as covas
    Apoia, espalha o ódio, implora
    Sede de justiça ganha o fraco, manobra
    Já era, doutrina, medievo, sequela
    Na tela, enquanto o fantasma decola
    Devora a favela, desvio de verba
    Muda de nome, porque rico não rouba
    Bandido é o menino que no latrocínio
    Mata pra não comer o que cê jogou fora!

    Crucificar, crucificar (justiça)
    Martirizar, martirizar (justiça)
    Encarcerar, encarcerar (justiça)
    Exterminar, exterminar (justiça)

    Crucificar, crucificar (justiça)
    Martirizar, martirizar (justiça)
    Encarcerar, encarcerar (justiça)
    Exterminar, exterminar

    O homo sapiens não ultrapassou o macaco
    Quando pede a paz em regime de Drácon
    Prega o amor entre os seus aliados
    Mas mataria o Messias no poste amarrado
    Defendia bandido, então: Condenado!
    Martelo batido, inferno lotado
    O poder de pensar foi trocado
    Pela linha de montagem do empresário
    Monopólio da fé, Lamborghini Diablo
    Fazenda, Mansão, jato financiado
    Boleto do oprimido endividado
    Que mora em um barraco alugado
    Enquanto o dízimo dízima vários
    Sou alvo, indiscreto, herético, odiado!
    Pedra no sapato de corrupto salafrário
    Que no púlpito discursa e faz o contrário
    (Matem todos!)

    A imagem do artista é comercial
    Livre arbítrio aqui é nocivo, faz mal
    Holofote é pra perfil de domingo legal
    Quem não se encaixar, é exclusão social
    Vejo os muros que escrevem números de vândalos
    Que sempre prometem a cada quatro anos
    Fulano pixando é ladrão, mete os cano
    Já pensou despertar o raciocínio dos mano?!
    Esquece, que aqui no tribuno da plebe
    As ideia não bate pra campanha que tem cheque
    A censura te impede privar os moleque
    Que sobe a cifra dos seguros no 157
    Investe em cadeia, em arma, metralha
    E se tranca com a liberdade comprada
    No escuro, o tiro que emitiu a luz
    Levou pro fim do túnel a justiça na cruz!

    Crucificar, crucificar (justiça)
    Martirizar, martirizar (justiça)
    Encarcerar, encarcerar (justiça)
    Exterminar, exterminar (justiça)

    Crucificar, crucificar (justiça)
    Martirizar, martirizar (justiça)
    Encarcerar, encarcerar (justiça)
    Exterminar, exterminar


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