Calavera
Dos espejos de azabache me miran con desafío,
están robando mi alma en la orilla del río,
aquí en la orilla del río, para mi buena fortuna
dos estrellas me iluminan mientras riñen a la luna.
A tu lado yo me encuentro ¡ay! en paz bendita seas,
no me dejes ni un momento que me vuelvo un calavera.
Calavera, yo me vuelvo un calavera,
sale la luna moruna y armo la marimorena.
Calavera, yo me vuelvo un calavera,
voy por rumbas y a lo loco
si no tengo a mi vera.
Dame la luz de tus ojos en este sangrado río,
no dejes que yo me pierda que calavera ya he sido,
que calavera ya he sido y me cansé de borracheras,
quiero beber de tus aguas y vivir de otra manera.
A tu lado yo me encuentro ¡ay! en paz bendita seas,
no me dejes ni un momento que me vuelvo un calavera.
Calavera, yo me vuelvo un calavera,
sale la luna moruna y armo la marimorena.
Calavera, yo me vuelvo un calavera,
voy por rumbas y a lo loco si no tengo a mi vera.
Caveira
Dos espelhos de ônix me olham com desafio,
estão roubando minha alma na beira do rio,
ali na beira do rio, pra minha boa sorte
duas estrelas me iluminam enquanto brigam com a lua.
Ao seu lado eu me encontro, ai! em paz, bendita seja,
não me deixe nem um momento que eu me torno uma caveira.
Caveira, eu me torno uma caveira,
sai a lua morena e eu armo a confusão.
Caveira, eu me torno uma caveira,
vou por rumbas e a mil por hora
se não tenho você ao meu lado.
Me dá a luz dos seus olhos nesse rio sangrento,
não deixe que eu me perca, que caveira eu já fui,
que caveira eu já fui e cansei de bebedeiras,
quero beber das suas águas e viver de outra maneira.
Ao seu lado eu me encontro, ai! em paz, bendita seja,
não me deixe nem um momento que eu me torno uma caveira.
Caveira, eu me torno uma caveira,
sai a lua morena e eu armo a confusão.
Caveira, eu me torno uma caveira,
vou por rumbas e a mil por hora se não tenho você ao meu lado.