exibições de letras 18

Groenlândia

Séquito

Letra

    Burocratas de plantão
    Ativistas de sofá
    Deuses da informação
    Ratos da retórica

    Animais em procissão
    Magos da política
    Pobres em ostentação
    Monstros da estética

    Não finja ver o que não vê
    Não forje a dor que não sentir
    Não fuja de onde quer ficar
    Não fique se não quer estar

    Templos da consumação
    Anjos da perfídia
    Padres da depravação
    Demônios da mídia

    Não finja ver o que não vê
    Não forje a dor que não sentir
    Não fuja de onde quer ficar
    Não fique se não quer estar

    Houve um tempo que seu coração pulsava em paz
    As mudanças de entonação tinham graça
    Seu espírito trazia pouco com que se preocupar
    Nem as dores eram mais que pirraça
    Mas pra todos vem o dia de provar desse mel
    A memória se esvai se convém
    Basta oferecer mais de uma vez, e perde-se o pudor
    Estendendo a mão que dá algo em troca

    Quanto mais perto de alcançar
    Mais difícil evitar
    Cuidado com o que diz
    Não entende que afasta quanto mais prende
    Cuidado com quem você é

    Tão reconfortante, apontar até o outro se queimar
    Acertando as contas da Humanidade
    Eis que surge a vez em que não dá pra ser mais hipócrita
    A chama se apagou
    É tarde

    Quanto mais perto de alcançar
    Mais difícil evitar
    Cuidado com o que diz
    Não entende que afasta quanto mais prende
    Cuidado com quem você é

    Lembra de como era bom perder por tardes iguais
    Jogar o mundo no chão, tirar a sorte sem ter
    E como fazer pra calcular quanto de nós
    Depositamos sem ver tudo voltar
    Ninguém notou se formar um mundo falso e feliz
    De imaginários mortais e primaveras febris
    E como fazer pra compensar esse valor
    Na guerra ou na paz pelo que for

    Ser é uma ficção
    Um urdir
    Ser é enredar
    O existir

    Acreditamos viver uma só vida por vez
    Nos desdobramos em mais do que podemos cumprir
    Desenvolvemos cinismo, egoísmo e rancor
    Aprendemos a roubar, matar e até destruir
    E como tirar vantagem, como sair na frente
    Quem somos nós, enfim, para julgar

    Ser é uma ficção
    Um urdir
    Ser é enredar
    O existir

    Eu vejo o Sol se por na contramão
    No contrapé do guardador do gol
    O arco-íris no final do pote contraposto
    Tangente ao ouro, o poste e o cachorro

    Eu vejo o peixe pescando o anzol
    A contragosto de seu pescador
    O contragolpe encontra o rosto
    A cara quebra a previsão
    Quebra o contrato em contraposição


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