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Letra

    Foi sempre uma onda leve e incerta
    Vem, e quando vai embora trata
    De mandar o mar trazer outras águas

    Eu, aquela mergulhadora que tinha medo do mar
    Mas nunca renunciou ao prazer de se render aos seus encantos
    Eu deixava o corpo leve e me entregava
    A tua onda vinha e quando ia, levava meu corpo
    Quase morto de movimentos relutantes

    Eu te seguia e quando a Lua te tornava
    Um tsunami, eu sucumbia e afundava
    Cantei os meus encantos e me fiz sereia
    Mas mais cedo ou mais tarde o fazer se desfaz
    Descobri que nunca fui sereia

    E a mesma onda que tocava o meu rosto
    Num suspiro pelo atrito das águas, não sei se volta
    Espero ao menos estar gravada em uma concha
    Numa lembrança que não me afunde

    Composição: Luiza Guerra / Sergio Anil. Essa informação está errada? Nos avise.

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