Canzone Di Priamo
Uno di noi si chiamava Priamo
Uno che già conosceva il mare
Conosceva le isole
I gabbiani e le scogliere
Sognava un giorno di partire
E lo presero le navi
Col vento caldo all'imbrunire
Salutavano l'Oriente
Gli avori e le comete
Si riparavano nei porti
E conoscevano la gente
Tanta gente e ancora gente
E tu li rivedrai...
Negli occhi suoi rivedrai quel vento
Vento che parla di un altro mare
Poche ombre nel mattino
Su una terra sconosciuta
Dove il sole ti accarezza
E gentile è la natura
E vide laghi e poi montagne e fiumi da inseguire
Che parlavano di un tempo che era da venire
Di un solo Dio che univa i cuori in tutto l'universo
Amore senza fine e senza tempo
Forse anche tu sei quel marinaio
Su questo oceano di giorni ed ore
Ma se ascolterai il tuo cuore
E la voce di quel vento
Ti dirà senza parole
Di un amore senza tempo
E sulla strada troverai segnali da seguire
Una leggenda antica che ti dice di partire
Verso quel sogno che da qui è soltanto un abbagliare
Di luci ora sepolte sul fondale
Canção de Príamo
Um de nós se chamava Príamo
Um que já conhecia o mar
Conhecia as ilhas
As gaivotas e os penhascos
Sonhava um dia em partir
E o levaram os navios
Com o vento quente ao anoitecer
Acenavam para o Oriente
Os marfins e as cometas
Se abrigavam nos portos
E conheciam a galera
Muita gente e mais gente
E você os verá de novo...
Nos olhos dele você verá aquele vento
Vento que fala de outro mar
Poucas sombras pela manhã
Sobre uma terra desconhecida
Onde o sol te acaricia
E a natureza é gentil
E viu lagos e depois montanhas e rios a perseguir
Que falavam de um tempo que estava por vir
De um só Deus que unia os corações em todo o universo
Amor sem fim e sem tempo
Talvez você também seja esse marinheiro
Neste oceano de dias e horas
Mas se ouvir seu coração
E a voz daquele vento
Ele dirá sem palavras
De um amor sem tempo
E na estrada você encontrará sinais para seguir
Uma lenda antiga que te diz para partir
Rumo a esse sonho que daqui é só um brilho
De luzes agora sepultadas no fundo