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Não Me Deixe Aqui

Sergio Cammariere

Non Mi Lasciare Qui

Non mi lasciare qui tra questa polvere
Tra questo ferro che diventa ruggine

Non leggo, non studio, mi alieno
Mi ricompongo tra note classiche
In un raccolto di altro poi fuggo lontano

Chiarore interiore degli occhi
Nello sviluppo di punti estremi
Per simpatia a prima vista
Ci prese per mano l'amore

E poi di corsa distese di tempo infinite
Per superare il senso del nostro sentire
Ritrovandoci sul confine
Di una storia ancora tutta da decidere

Evitando le deboli illusioni
Le stravaganti conclusioni
Che fanno di noi
Quello che non avrei detto mai

Malintesi ben funzionanti
Venere e giove
Sarà un destino già scritto altrove
Che poi mi riporta da te, perché

Più facile è starti a guardare
Ma più difficile a definire
Semplice come la pioggia
Che cade ad aprile su questa città

Perché nel cuore, sai, non c'è una logica
Ma l'attitudine è ancora quella
Di riconciliare il vero col mistero

Non mi lasciare qui
Stella d'oriente che brilli nel cielo

Mostrami ancora la strada che devo seguire
Dammi la forza che solo l'amore ci dà

Entra nel mio mondo
Prendi per mano il vagabondo
Che in me troverai
Dimmi ancora che ritornerai

Perché senza di te non ho
Più niente da fare
Né un posto dove poi ritornare se tu
Non ritorni da me, perché

Più facile è cogliere un fiore
Ma più difficile è coltivare
Questo giardino lasciato alle cure
Del sole finché pioverà

Não Me Deixe Aqui

Não me deixe aqui entre essa poeira
Entre esse ferro que enferruja

Não leio, não estudo, me alieno
Me recomponho entre notas clássicas
Em um apanhado de outro, depois fujo longe

Claridade interior dos olhos
No desenvolvimento de pontos extremos
Por simpatia à primeira vista
O amor nos pegou pela mão

E depois, correndo, extensões de tempo infinitas
Para superar o sentido do nosso sentir
Nos reencontrando na fronteira
De uma história ainda toda a decidir

Evitando as fracas ilusões
As conclusões extravagantes
Que fazem de nós
Aquilo que eu nunca diria

Mal-entendidos que funcionam bem
Vênus e Júpiter
Será um destino já escrito em outro lugar
Que depois me traz de volta a você, porque

Mais fácil é te observar
Mas mais difícil é definir
Simples como a chuva
Que cai em abril nesta cidade

Porque no coração, sabe, não há lógica
Mas a atitude ainda é aquela
De reconciliar o verdadeiro com o mistério

Não me deixe aqui
Estrela do oriente que brilha no céu

Mostre-me de novo o caminho que devo seguir
Dê-me a força que só o amor nos dá

Entre no meu mundo
Pegue pela mão o vagabundo
Que em mim você encontrará
Diga-me de novo que voltará

Porque sem você eu não tenho
Mais nada a fazer
Nem um lugar onde voltar se você
Não voltar para mim, porque

Mais fácil é colher uma flor
Mas mais difícil é cultivar
Esse jardim deixado aos cuidados
Do sol enquanto chover.

Composição: