A Noite Implora

Sergio, o Cancioneiro

Preste atenção e olhe naquela mesa
Veja a beleza da mulher que já foi minha
Ali tão bela bebendo e fumando
Esperando quem lhe faça companhia
Ela foi embora pra viver tão fácil vida
Hoje é perdida sendo mais uma qualquer
E sai a noite bem vestida e perfumada
Vai pras noitadas e vícios de cabaré
E sai a noite bem vestida e perfumada
Vai pras noitadas e vícios de cabaré

Quando a vejo a angústia me tortura
E a amargura toma conta do meu ser
Por ter perdido a mulher que mais adoro
E as vezes choro sem vontade de viver
Ela é escrava do cigarro e da bebida
E possuída por qualquer um que lhe paga
Deixou a filha que pequena ainda chora
E a noite implora a presença desta ingrata
Deixou a filha que pequena ainda chora
E a noite implora a presença desta ingrata

Algum gaiato as vezes vem com gozação
Fere então o meu peito amargurado
Que por ventura perdi a mulher amada
Sem dizer nada deixou tudo abandonado
Mesmo sofrendo procurei uma saída
Mudei de vida Deus ouviu o meu clamor
Pois desisti de sofrer por quem não quer
Ser a mulher digna do meu amor
Pois desisti de sofrer por quem não quer
Ser a mulher digna do meu amor

E hoje em dia me tornei compositor
Também cantor e melhorou o meu viver
Agora eu sinto pena desta criatura
Que se tortura cobrando pra dar prazer
0 que perdi aos poucos estou resgatando
Vivo cantando e o violão é meu amigo
E a mulher que não viu a filha crescer
Vou esquecer que já foi casada comigo
E a mulher que não viu a filha crescer
Vou esquecer que já foi casada comigo


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