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Vou Para o Havai

Sergio Caputo

Vado Alle Hawaii

Vado alle Hawaii all'idroscalo non m'imbarcherò mai
Prendo l'autobus scendo all'ippodromo e da lì

Scappi alle Hawaii? Già
E quando arriva l'uragano che fai ? Giro in cadillac con gli hula-hula dell'hi-fi

Caddero giù
sincopati
giù per una scala di blues...
Tentarono una settima più disperata
No non era quella la serata
Si suonava per la paga
Mentre la malavita
Schioccava le dita
Concita do brazil
Pestava sulle nacchere
Sbuffando "Dura minga così",
vado alle Hawaii
Stra-Milano goodbye
Fammi un fischio e vengo via
A zonzo con gli indigeni
E i piedi sempre a bagnomaria
…
Vado alle Hawaii
Da queste parti non ci pagano mai
Prendo l'autobus, un bagno turco e poi da lì...
Vado alle Hawaii
Mi lascio crescere la barba e vedrai
quante femmine
Col paradiso nel tutù

Caddero giù
sbilanciati
colpa di una pinta di rhum
Tentarono una finta di blues disperata
Mentre naufragava la serata
Si suonava per la grana...
mentre la malavita
schioccava le dita
era l'ora dello strip
Conchita tutta in ghingheri
Sbuffava "Dura minga così"

Angelo mio, metanopoli addio,
chiudi il sax e vieni via
A far baldoria ai tropici
A far baldoria ai tropici
A far baldoria ai tropici
Coi piedi sempre a bagnomaria!

Vou Para o Havai

Vou para o Havai, no hidroavião, nunca vou embarcar
Pego o ônibus, desço no hipódromo e de lá

Vai escapar pro Havai? Já
E quando chega o furacão, o que você faz? Ando de Cadillac com os hula-hula do hi-fi

Cairam
descompassados
escada abaixo num blues...
Tentaram uma sétima mais desesperada
Não, não era aquela a noite
Tocava-se pela grana
Enquanto a malandragem
Estalava os dedos
Concita do Brasil
Batucava nas castanholas
Soprando "Não é assim que se faz",
vou para o Havai
Tchau, Milão
Me dá um grito e eu vou embora
Passeando com os nativos
E os pés sempre de molho
…
Vou para o Havai
Por aqui nunca me pagam
Pego o ônibus, um banho turco e depois de lá...
Vou para o Havai
Deixo a barba crescer e você vai ver
Quantas mulheres
Com o paraíso no tutu

Cairam
desbalanceados
culpa de uma caneca de rum
Tentaram uma finta de blues desesperada
Enquanto a noite naufragava
Tocava-se pela grana...
Enquanto a malandragem
Estalava os dedos
Era hora do strip
Conchita toda enfeitada
Soprava "Não é assim que se faz"

Meu anjo, adeus metrópole,
fecha o sax e vem comigo
Pra farra nos trópicos
Pra farra nos trópicos
Pra farra nos trópicos
Com os pés sempre de molho!

Composição: