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Uma Vez M

Sergio Contreras

Once M

Por fin descansas
en plena paz
alejada de esto que algunos
se empeñan en llamar vida
ya no tienes que preocuparte
de la rutina, ni el qué dirán,
ni si te queda bien esa falda,
esa camisa o esa sombra de ojos,
el qué dirán, ya da igual
el qué dirán, ya a ti te da igual,
y a mí me da igual.

aún a veces me parece oirte
aún a veces olvido
que para siempre te fuiste
perdóname cariño,
no quiero ponerme triste
pero es que la vida sin ti
pa mí, es un chiste,
un chiste, al que algunos
hace gracia
cuando vieron por televisión
esta desgracia,
tu asesino te vio morir
por televisión,
te gustó hijo de puta
perdón por la expresión.

-estribillo-
te mando un ramito de flores
cortadas con ilusión y dolor
te mando un millón de colores
para que pintes de rojo el amor
te mando un niño que teme
donde y cuando
volverá a suceder...
te mando un corazón destrozado
porque Dios,
de mi lao te han quitao

Madrid, dieciocho grados,
to soleao
a mí eso me da igual,
mi corazón sigue nublao,
no entiendo porque
de tal manera fui castigao
rechazé la guerra siempre
y me han tumbao
enchaquetao!
qué queréis que os diga?
me han engañao,
me han hecho creer
una imagen
de los que te han asesinao
y se te ha olvidao uno
que viste de corbata, enchaquetao.

-estribillo-
te mando un ramito de flores
cortadas con ilusión y dolor
te mando un millón de colores
para que pintes de rojo el amor
te mando un niño que teme
donde y cuando
volverá a suceder...
te mando un corazón destrozado
porque Dios,
de mi lao te han quitao.

-hablado-
Dedicado a las víctimas
y familiares del once m,
Andalucía está con vosotros,
dedicado también
a los verdaderos culpables
de esta catástrofe,
dónde están
esas madres que faltan,
esos novios, amigos
o parientes?
quién es el culpable?
ojalá estés manipulando
una bomba ahora,
pa que te estalle y te reviente,
hijo de... que te reviente.

Uma Vez M

Por fim descansas
em plena paz
longe disso que alguns
insistem em chamar de vida
já não precisa se preocupar
com a rotina, nem com o que vão pensar,
se essa saia te cai bem,
essa camisa ou essa sombra de olhos,
o que vão pensar, já não importa
o que vão pensar, já não te importa,
e a mim também não importa.

ainda às vezes parece que te ouço
ainda às vezes esqueço
que para sempre te foste
perdoa-me, amor,
não quero ficar triste
mas é que a vida sem ti
pra mim, é uma piada,
uma piada, que alguns
acham graça
quando viram pela televisão
essa tragédia,
teu assassino te viu morrer
pela televisão,
te gostou, filho da puta
perdão pela expressão.

-refrão-
te mando um ramalhete de flores
cortadas com ilusão e dor
te mando um milhão de cores
pra que pinte de vermelho o amor
te mando uma criança que teme
onde e quando
vai acontecer de novo...
te mando um coração despedaçado
porque Deus,
do meu lado te tiraram.

Madri, dezoito graus,
tudo ensolarado
a mim isso não importa,
meu coração continua nublado,
não entendo porque
fui castigado dessa maneira
sempre rejeitei a guerra
e me derrubaram
com terno!
que querem que eu diga?
me enganaram,
me fizeram acreditar
em uma imagem
dos que te assassinaram
e esqueceram de um
que estava de gravata, de terno.

-refrão-
te mando um ramalhete de flores
cortadas com ilusão e dor
te mando um milhão de cores
pra que pinte de vermelho o amor
te mando uma criança que teme
onde e quando
vai acontecer de novo...
te mando um coração despedaçado
porque Deus,
do meu lado te tiraram.

-falado-
Dedicado às vítimas
e familiares do onze m,
Andaluzia está com vocês,
dedicado também
aos verdadeiros culpados
dessa catástrofe,
donde estão
essas mães que faltam,
esses namorados, amigos
ou parentes?
quem é o culpado?
oxalá estejas manipulando
uma bomba agora,
pra que te estoure e te arrebente,
filho de... que te arrebente.

Composição: Sergio Contreras