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Peixes Vermelhos

Sergio Endrigo

Pesci Rossi

Come faranno i pesci rossi in fondo al mare
A riconoscersi tra loro, tutti neri, nell’oscurità?
E le cicogne che portavano i bambini
A volare tanto in alto su nel cielo e poi tornare giù?
E noi che siamo qui non ci vediamo mai
E noi che siamo qui non ci troviamo mai
Chissà perché noi non voliamo mai

Cosa diranno gli astronauti al primo uomo
Che vedranno sui pianeti e sulle stelle, che diranno mai?
E i prigionieri che ritornano alle case
Che diranno ai cari amici che li aspettano con nostalgia?
E noi che siamo qui non ci parliamo mai
Non ci diciamo mai nemmeno come stai
Chissà perché noi non parliamo mai

Cosa faranno le mammine premurose
Quando i figli grandi e grossi cresceranno e voleranno via?
E dove andranno i fiori bianchi della sposa
Appassiranno in una notte e poi e poi li butteranno via?
E noi che siamo qui, noi non partiamo mai
E noi che siamo qui non ci lasciamo mai
Chissà perché non ci perdiamo mai

Cosa faranno i contadini, chiusi in casa
Con la neve, ad aspettare che ritorni primavera?
Ed i vampiri nelle notti senza luna
Senza un cane per la strada che gli dia il segnale?
E noi che siamo qui non aspettiamo mai
E noi che siamo qui, noi non andiamo mai
Insieme noi, noi non usciamo mai

Come faranno i pesci rossi in fondo al mare
A riconoscersi tra loro, tutti neri, neri, neri, nell’oscurità?

Peixes Vermelhos

Como os peixes vermelhos farão no fundo do mar
Para se reconhecerem entre si, todos escuros, na escuridão?
E as cegonhas que traziam os bebês
Voando tão alto no céu e depois descendo?
E nós que estamos aqui nunca nos vemos
E nós que estamos aqui nunca nos encontramos
Quem sabe por que nunca voamos

O que os astronautas dirão ao primeiro homem
Que verão nos planetas e nas estrelas, o que dirão?
E os prisioneiros que retornam para suas casas
O que dirão aos queridos amigos que os esperam com nostalgia?
E nós que estamos aqui nunca nos falamos
Nunca nos perguntamos como estamos
Quem sabe por que nunca falamos

O que as mães carinhosas farão
Quando os filhos crescerem e voarem para longe?
E para onde irão as flores brancas da noiva
Murchando em uma noite e depois sendo jogadas fora?
E nós que estamos aqui, nunca partimos
E nós que estamos aqui, nunca nos deixamos
Quem sabe por que nunca nos perdemos

O que os agricultores farão, trancados em casa
Com a neve, esperando a primavera voltar?
E os vampiros nas noites sem lua
Sem um cachorro na rua para lhes dar o sinal?
E nós que estamos aqui, nunca esperamos
E nós que estamos aqui, nunca vamos
Juntos, nós nunca saímos

Como os peixes vermelhos farão no fundo do mar
Para se reconhecerem entre si, todos escuros, escuros, escuros, na escuridão?

Composição: Sergio Endrigo