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Estrada de Chão (part. João Bosco e Vinícius)

Sérgio Reis

Letra

    Estrada de chão o seu tempo se foi
    Cadê a peonada, poeira e bois?
    Cobriram de preto a estrada de chão
    E mais preto é o luto do meu coração

    O passado morreu só ficaram lembranças
    E morre comigo a doce esperança
    Que ainda se ouvir, nas encruzilhadas
    Um berrante tocando, chamando a boiada

    Grita o peão, ei boi
    Na estrada de chão, vai boiada

    Alegres pousadas com meus companheiros
    De a muitos janeiros não sei onde estão
    Cadê Ferreirinha, João boiadeiro
    Gonzaga Mineiro e o negro Tião

    Que arriscavam a vida em cima do arreio
    E em todo rodeio chamavam atenção
    Seus nomes famosos ficaram pra história
    Passados e glórias da estrada de chão

    E grita o peão, ei boi
    Na estrada de chão, vai boiada

    Meu par de esporas meu laço e arreio
    Que a tempos no meio das traias guardei
    Meu veio berrante que enfeita a sala
    E ao lado as medalhas que colecionei

    Meu cavalo baio, relincha no pasto
    Sentindo o cansaço que o tempo lhe fez
    E a passarada alegra o sertão
    Gorjeiam cantigas da estrada de chão

    E grita o peão, ei boi
    Na estrada de chão, vai boiada


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