Frontera
Mi abuela correntina nació en el ombucito
Mis primeiros pasos de los libres fueron despacito
Unos recontraparientes en yapejú
Me ensañaron en la guitarra el ritmo del chamamé
La parrilla del domingo era con carne uruguaya
Y vino el vino argentino con soda, de la damajuana
Las lluvias de mi infancia tenían tortas fritas
Y en los carnavales, a la tarde, el corso de água
P’alegrar a la gurizada
Manzanas de río negro
Alfajores, queso com batatada
El postre chajá que hacia mi tia
Delícia mejor no había
Mis tíos trajeron un bagayo de rivera
Y fue una fiesta, tomaron la noche entera
Qué gente más valiente, aquello no acababa
La función duró toda la madrugada
La radio a la noche era una religión
De yupanqui a beatles, siempre una nueva canción
En aquella frontera de los tres países
Crecimos poco a poco y éramos pibes felices
¡Soy uruguayo!
¡Soy argentino!
¡Sou brasileiro!
¡Soy un gaucho loco!
Fronteira
Minha avó Correntina nasceu no umbigo
Meus primeiros passos dos gratuitos foram lentos
Alguns recontraparientes em yapejú
Eu fui ensinado no violão o ritmo do chamamé
O churrasco no domingo foi com carne uruguaia
E veio o vinho argentino com refrigerante, da damajuana
As chuvas da minha infância tiveram bolos fritos
E nos carnavais, à tarde, o corso de água
P'alegra the gurizada
Maçãs pretas do rio
Alfajores, queijo com batata doce
O chajá de sobremesa que minha tia fez
Delícia melhor houve
Meus tios trouxeram um bagayo de rivera
E foi uma festa, eles levaram a noite toda
Que pessoas mais corajosas, que não terminaram
O show durou a manhã toda
O rádio à noite era uma religião
De yupanqui a beatles, sempre uma nova música
Na fronteira dos três países
Crescemos pouco a pouco e éramos crianças felizes
Eu sou uruguaio!
Sou argentino!
Sou brasileiro!
Eu sou um gaúcho louco!