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Os Sinistros Ainda São de Bel

Sergio-SalleS-oigerS

Esse samba-rock vai para Paulinho Maluco
Arnoldo Pimentel, Inon
E Agnaldo Estrela

Se a defesa civil interditar o meu barraco
Onde é que eu vou morar?

Guardo de baixo do santo o pagamento do IPTU
De um terreno de posse com cerca de arame e bambu
Sem fundação e sapata levantei a meia água
Sem embolso, esgoto ou água encanada

Se a defesa civil interditar o meu barraco
Onde é que eu vou morar?

É na banguela do morro que desço e subo todo dia
Entre gente sem dente e a molecada que vigia
No requebrar das vielas sobe a pipa amarela
Que enfeita e desperta o olhar da favela

Se a defesa civil interditar o meu barraco
Onde é que eu vou morar?

Ralo quando não tem jeito ou quando o gás está pra acabar
Tomo uns tapas nos peitos da Dona Maria que é pra acordar
Vou armado à calçada com a travessa de empada
Mantendo a dignidade e atrás do tostão

Se a defesa civil interditar o meu barraco
Onde é que eu vou morar?

Caio num ato solene no clã dos da Silva para jantar
Brota a comida na mesa feijão com torresmo a boiar
E a novela começa quando a bala atravessa
O meio da sala com doce sabor de limão

Se a defesa civil interditar o meu barraco
Onde é que eu vou morar?

Composição: Sergio-SalleS-oigerS / Eddu Cravo. Essa informação está errada? Nos avise.

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