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Cinema Verité

Serú Girán

Cinema Verité

Anteojos negros de carey
Auriculares en la sien
No me escucha, no me ve
Y yo puedo observar tranquilo

La playa como un ajedrez
El tipo del Mercedes-Benz
Que está tirado ahí nomás
Tiene sola una cosa en mente

Solo una chica tonta más bajo el Sol
Como una propaganda de bronceador

Él sabe cómo impresionar
Caminando como Tarzán
Él es Eva y ella Adán
Y yo estoy en cualquier planeta

Presiento que algo va a pasar
Las plumas del pavo real
Oscurecen hasta el Sol
Y él se siente el rey de la selva

Y yo estoy con la máquina de mirar
Justo en el paraíso para filmar

Yo puedo compaginar
La inocencia con la piel
Yo puedo compaginar

Yo nací para mirar
Lo que pocos quieren ver
Yo nací para mirar

¡Mira!

Ahora él le ofrece una manzana
Ahora le insiste de probar
Ahora estimula sus membranas
Por la hot line

En escenarios solitarios
La gente se abre un poco más
Y hasta dos pobres millonarios
Se pueden encontrar

Cayeron los auriculares
Y los anteojos de carey
La Luna baja los telones
Es de noche otra vez

(Don't blame on me)
(¡Eh, bravo!)

Cinema Verité

Óculos escuros de tartaruga
Fones de ouvido na cabeça
Ela não me ouve, não me vê
E eu posso observar tranquilo

A praia é como um tabuleiro de xadrez
O cara do Mercedes-Benz
Que tá largado logo ali
Tem uma única coisa na mente

Só mais uma garota boba sob o Sol
Tipo uma propaganda de bronzeador

Ele sabe como impressionar
Caminhando como o Tarzan
Ele é Eva e ela é Adão
E eu tô em qualquer planeta

Eu sinto que algo vai acontecer
As penas do pavão real
Escurecem até o Sol
E ele se sente o rei da selva

E eu tô com a máquina de observar
Bem no paraíso pra gravar

Eu consigo combinar
A inocência com a pele
Eu consigo combinar

Eu nasci pra observar
O que poucos querem ver
Eu nasci pra observar

Olha!

Agora ele oferece uma maçã
Agora insiste pra ela provar
Agora estimula as membranas dela
Pela central de atendimento

Em palcos solitários
As pessoas se abrem um pouco mais
Até dois pobres milionários
Podem se encontrar

Os fones caíram
E os óculos de tartaruga também
A Lua baixa as cortinas
É noite novamente

(Não me culpe)
(Ei, bravo!)

Composição: Charly García