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Curvas

Shkabo

Kurve

Da usporio bih srce, palim okrajak vuspre
Bride nozdrve i usne, spichkao sam uspeh
Pre otprilike dve chuke uzhiv'o sam u ksu-se
A sad opet sam kod kuce pa mi naviru suze
Razocharan u ljude. O meni trachevi kruzhe
Kazhu da sam prso skroz, ce-ne sa mnom da se druzhe
Kazhu da sam drkosh, kazhu da se s pravom ljute
Kazhu - treba da odrastem, jebesh shta je bilo juche
kapiram, razumem, napushavam ih kurcem
jer uz sholju fu-ke padnu zabrinute chu-pre
'ajde, kad si tako super, zashto ne svratish da chujesh
kako jeca kompjuter dok rimom dushmane kunem
znam da nije lako shtivo ali sad u doba muke
kad me seche k'o katana svaki sluchajni susret
ce se poznati junaci a ne kad sine sunce
kad poteche med i mleko svi ce hteti da se sluzhe
tuzhan, beskoristan chovek, krvotok pun votke
ne mozhesh da verujesh koliko sam smoren
kad se osetim k'o proklet, kad ne mogu da se otmem
sedim, gledam u telefon, chekam da me neko zove

(Kurve!)
(Kurve!)
(obican slepac..)

patetichna strofa s ove vremenske distance
chista glupost ortake brzo pretvara u strance
jedna ljubav, drugarstvo, svi zajedno, rispekt
na papiru mrtva rech, sve to machku o rep
bez iskrenosti, truda, krvi, znoja i suza
covek sebicna je zver, ali ulica je duga
puna raskrsca, krivina, laznih puteva do cilja
mnogo vishe shansi ima ako putuje ekipa
uz dvosmeran odnos i spremnost da ponos
se obuzda ako trazhi tako kolektivno dobro
oformljena trupa manje stranputicom luta
drzheci se staze obasjane svetlom Sunca
al' desi se da kilometre peshachite skupa
dok ne pokazhe se ko je tu a ko teshka kurva
za keku i dzuganj bi oslabljenog druga
'ladno pustio da skapa u jarku pokraj puta
neko iz inata josh sigurnije koracha
svestan da ne chini jato samo jedna lasta
da zbog jedne kvarne jabuke korpa se ne baca
da uz put ce jednog dana na bolje da nabasa
a neko teshko ranjen razmishlja: kako dalje?
Dobro slushaj ovaj napev, dobronameran savet
Nemoj predugo da stajesh, u hodu lizhi rane
Niko nece da te cheka… ulica teche dalje

Curvas

Eu desaceleraria o coração, acendo a ponta do cigarro
Brindo com as narinas e os lábios, conquistei meu sucesso
Há cerca de duas pancadas, eu estava curtindo a vida
E agora de novo em casa, as lágrimas vêm à tona
Desapontado com as pessoas. Falam de mim, os rumores circulam
Dizem que eu surtei de vez, que não querem mais ser meus amigos
Dizem que sou um idiota, que têm toda razão em ficar bravos
Dizem - preciso crescer, foda-se o que aconteceu ontem
Eu entendo, capto, mando eles se foderem
Porque com a xícara de café caem preocupações de lado
Vai, se você é tão incrível, por que não aparece pra ouvir
Como o computador geme enquanto amaldiçoo os inimigos em rima
Sei que não é fácil de engolir, mas agora em tempos de dor
Quando me cortam como uma katana em cada encontro aleatório
Os heróis se revelam, não quando o sol brilha
Quando o mel e o leite escorrem, todos querem se servir
Um homem triste, inútil, com as veias cheias de vodka
Você não pode acreditar o quanto estou desanimado
Quando me sinto amaldiçoado, quando não consigo escapar
Sentado, olhando para o telefone, esperando alguém me ligar

(Curvas!)
(Curvas!)
(um cego comum..)

Uma estrofe patética a essa distância no tempo
A pura idiotice transforma amigos em estranhos rapidamente
Um amor, uma amizade, todos juntos, respeito
No papel, uma palavra morta, tudo isso é só um rabo de gato
Sem sinceridade, esforço, sangue, suor e lágrimas
O homem é uma besta egoísta, mas a rua é longa
Cheia de cruzamentos, curvas, caminhos falsos até o objetivo
Há muito mais chances se você viajar em grupo
Com uma relação de mão dupla e disposição para que o orgulho
Se contenha se busca o bem coletivo
Um grupo formado se perde menos em caminhos errados
Segurando-se na trilha iluminada pela luz do sol
Mas acontece de vocês caminharem juntos por quilômetros
Até que se mostre quem está ali e quem é a verdadeira vagabunda
Por um trocado e um trago, deixaria um amigo debilitado
Frio, deixaria ele morrer na vala ao lado da estrada
Alguém por teimosia caminha ainda mais seguro
Ciente de que não forma um bando só uma andorinha
Que por causa de uma maçã podre a cesta não se joga fora
Que um dia no caminho vai encontrar algo melhor
E alguém gravemente ferido pensa: como seguir?
Preste atenção nesse refrão, um conselho bem-intencionado
Não fique parado por muito tempo, enquanto anda, cure suas feridas
Ninguém vai te esperar… a rua segue em frente.

Composição: