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Ela Sempre Me Estende a Mão

Sidilarsen

Elle Me Tend Toujours Main

Ce soir c'est déflagration,
Une onde, une voix pour me dire la situation,
Me remettre en face de toutes mes illusions.
Une première entaille dans notre relation.
Difficile à panser méandres d'une destinée,
Un peu trop programmée,
La peur viendrait nous ronger,
Celle là qui nous renvoie finalement
À notre superficialité.
On a plus le droit de croire à cent pour cent,
Aujourd'hui c'est du second degré,
Le noir et le blenc ne sont plus,
C'est le gris pâle qui apparaît,
Nous l'avons toujours su.
C'était sciemment cadré.
Rire jaune en tournant la page,
Et se faire croire encore une fois,
Que l'on ne souffre pas...

Je ne prendrai pas cette direction.
Je veux vivre sans concessions
Avec plus de vibrations.

Ce jour tout va bien,
Elle me tend toujours la main,
Je n'y suis pas tout à fait,
Je vois toutes les femmes,
Chaque page, chaque inscription,
Dans les vîtrine, sur les écrans,
Une étincelle, une frustration,
Le doute a changé de camp,
Il est à mes côtés maintenant,
Je vois toutes les femmes,
Mouvements, ondulations,
Un maquillage surdosé,
Chaussures à talons...
Et je matte les amères icônes,
Ma consolation cathodique,
De l'humain consommable,
Bientôt les femmes jetables,
Ils veulent cette nouvelle norme,
Des contours et des formes,
Rire jaune en admirant la page,
Et se faire croire encore une fois,
Que l'on ne souffre pas...

Ela Sempre Me Estende a Mão

Essa noite é uma explosão,
Uma onda, uma voz pra me contar a situação,
Me colocar de frente com todas as minhas ilusões.
Um primeiro corte na nossa relação.
Difícil de curar, meandros de um destino,
Um pouco programado demais,
O medo viria nos corroer,
Aquele que nos remete, afinal
À nossa superficialidade.
Não temos mais o direito de acreditar cem por cento,
Hoje é tudo em tom de ironia,
O preto e o branco não existem mais,
É o cinza claro que aparece,
Sempre soubemos disso.
Era tudo bem planejado.
Rir amarelo ao virar a página,
E se enganar mais uma vez,
Que não estamos sofrendo...

Não vou seguir por esse caminho.
Quero viver sem concessões
Com mais vibrações.

Hoje tudo está bem,
Ela sempre me estende a mão,
Não estou totalmente lá,
Vejo todas as mulheres,
Cada página, cada inscrição,
Nas vitrines, nas telas,
Uma faísca, uma frustração,
A dúvida mudou de lado,
Agora está ao meu lado,
Vejo todas as mulheres,
Movimentos, ondulações,
Uma maquiagem exagerada,
Sapatos de salto...
E eu olho as ícones amargas,
Minha consolação na tela,
Do humano descartável,
Logo as mulheres descartáveis,
Eles querem essa nova norma,
Contornos e formas,
Rir amarelo admirando a página,
E se enganar mais uma vez,
Que não estamos sofrendo...

Composição: