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Alma de Boiadeiro

Silvério e Barrinha

Letra

    (“Aô, vamo buscá boiada, moçada!”)

    De Minas para São Paulo
    Eu saí com a boiada
    Naquele tempo não tinha
    Carretas pelas estradas

    O transporte era por terra
    À cargo da peonada
    Homens duros e valentes
    Não tinham medo de nada

    Numa tarde de agosto
    A fumaça era cerrada
    O céu cobriu-se de poeira
    Com o estouro da boiada

    (Na frente ia meu mano
    Homem que nada temia
    Nunca pensava que a morte
    Lhe rondava aquele dia

    Seu cavalo bem cansado
    Perdendo as forças caía
    Enquanto ele agonizava
    Bem triste o gado seguia

    Quando lembro deste fato
    Meu corpo todo arrepia
    Meu irmão já estava morto
    Mas seu berrante eu ouvia)

    Pela alma de papai
    Desesperado eu pedia
    Que salvasse vosso filho
    Eu juro que não sabia

    Que ele já tinha morrido
    Quando este apelo eu fazia
    Já era tarde demais
    Ele não mais existia

    Mas a alma de papai
    Provando que me atendia
    Na mão de seu filho morto
    Deixou a fotografia


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