Flores Do Campo

Silvéris

Nossos vícios agora
Chamados prazeres culposos
A indiferença perante
Atos outrora odiosos

Do cálice da soberba
Os tolos se embriagam
Da justiça nada punitiva
Onde os ricos se gabam

Que a beleza alheia
Seja mero devaneio
Das mentes inconstantes
Desses pobres brasileiros

Que a feiúra seja vista
Como um dom
A hipocrisia aplaudida
Como algo bom

No escuro da minha mente
A sanidade luta
Contra a corrente
O desapego à vida

Me parece evidente
Ideia ordinária, bem sei
Mas a cada dia mais
Insistente

O desamarrar
De todas essas correntes
Insistindo que a vida
É o mais belo presente

Que uma divindade
Acima de tudo
O que é inteligente
Nos prestigia
Com desgraças recorrentes

Que a beleza alheia
Seja mero devaneio
Das mentes inconstantes
Desses pobres brasileiros

Que a feiúra seja vista
Como um dom
A hipocrisia aplaudida
Como algo bom


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