
Poesia II
Silvestre Kuhlmann
Nasce de um olhar atento
Um gesto, um momento
Que logo desfaz
Brota do chão da memória
Um rosto, uma história
Lembrança fugaz
Que a poesia se espelhe
No voo suave de um bem-te-vi
Que a poesia se espalhe
Por meio de ti
Nasce da pele cansada
Do pó dessa estrada
Concreta, abstrata
Surge das fases da lua
No meio da rua
De uma vida grata
Que a poesia se iguale
Ao raro perfume de um jardim
Que a poesia se espalhe
Por meio de mim
Poesia é agua doce
Que volta a correr
No leito seco do rio
Sol que alumia e aquece
O inverno da vida
É alento, vento a favor
Na jornada e na lida
Temporal que cai no estio
Surge no breu da noite
Das dores do açoite
De um tempo sombrio
Brota e muda a paisagem
Transforma em viagem
Um dia vazio
Que a poesia se faça e refaça
Na alma e na voz
Que a poesia renasça
Por meio de nós



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