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En Los Brazos De Mi Padre

Silvina Garre

Letra

Nos Braços do Meu Pai

En Los Brazos De Mi Padre

Esses troncos de metalEsos tallos de metal
que sustentam os jasminsque soportan los jazmines
pendulares arlquinespendulares arlquines
que acompanham o andarque acompañan el andar
que parecem um berço quenteque parecen cuna tibia
ou ferramentas de combateo herramientas de combate
são os braços do meu paison los brazos de mi padre
que vão trabalharque se van a trabajar

Uma torre de BabelUna torre de Babel
que nós dois construímospor los dos edificadas
bastaria se somassebastaría si sumara
seus cansaços de até ontemsus cansancios de hasta ayer
mas como toda pedrapero como toda piedra
sempre lhes foi arrancadales fue siempre arrebatada
não lhes restam mais que feridasno les quedan más que llagas
como um cruel testemunhocomo testimonio cruel

E ali na cintura da minha mãeY allí en la cintura de mi madre
muito antes de eu vê-losmucho antes de yo verlos
como ramos perfumadoscomo ramas fragantes
estariam me oferecendoestarían prodigándome
um abraço de vez em quandoun abrazo de tarde en tarde

E com seu cansaço silenciosoY con su fatiga silenciosa
me embalançando em um abraçoen un abrazo acunándome
E me empurrando a vozY empujandome la voz
E me empurrando a vozY empujandome la voz
E me empurrando a vozY empujandome la voz
Para cantar para elesPara cantarles

Se pudesse explicarSi se pudiera explicar
o que por sua fibra explodelo que por su fibra estalla
o que a paciência calalo quela paciencia calla
e a língua não diráy le lengua no dirá
os milagres desceriam aos limites humanoslos milagros bajarían a los límites humanos
na fúria de umas mãosen la furia de unas manos
que não param de lutarque no dejan de luchar

Esses troncos de metalEsos tallos de metal
que sustentam os jasminsque soportan los jazmines
pendulares arlquinespendulares arlquines
que acompanham o andarque acompañan el andar
que parecem um berço quenteque parecen cuna tibia
ou ferramentas de combateo herramientas de combate
são os braços do meu paison los brazos de mi padre
que vão trabalharque se van a trabajar

E ali na cintura da minha mãeY allí en la cintura de mi madre
muito antes de eu vê-losmucho antes de yo verlos
como ramos perfumadoscomo ramas fragantes
estariam me oferecendoestarían prodigándome
um abraço de vez em quandoun abrazo de tarde en tarde

E com seu cansaço silenciosoY con su fatiga silenciosa
me embalançando em um abraçoen un abrazo acunándome
E me empurrando a vozY empujandome la voz
E me empurrando a vozY empujandome la voz
E me empurrando a vozY empujandome la voz
Para cantar para elesPara cantarles


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