Baretto
No estábamos enamorados
Hacíamos el amor con un virtuosismo
Desapegado y crítico
Pero después caíamos en silencios terribles
Y la espuma de los vasos de cerveza
Se iba poniendo como estopa
Se entibiaba y contraía
Mientras nos mirábamos
Y sentíamos que eso era el tiempo
Llevo los labios en la jarra
Las manos en la barra
Me zumban los oídos
Cuando escucho esa guitarra
Estoy casando de la droga
De esas luces y la farra
De las noches y reproches
De esa Wacha que me zarpa el buzo y corazón
Ponete una cumbia y pásame el ron
Que miré el cielo pidiendo perdón
Pero no me responden
Dejemos la tensión sobre nosotros dos
Mi silencio rima con vos
Aunque no corresponde
Me estaba muriendo y escuché tu voz
Fue como estar confundido
Y encontrarse a Dios
Cómo si tuviéramos el mundo
Pa' nosotros dos
Cómo si fuesen muchos meses
De queso y arroz
La mano del santo no me cura el santo
Y si quiere que tanto estoy sangrando
Hasta que saque el cuarto
Y estando triste te sonrío
Quiero ver bailando tus ojos sobre los míos, sí
Este malestar me hizo pelota
Ella se fue con otro
Y yo me fui con otra y no
No soy de engancharme a la falopa
Pero te dejé un nevadito
Pa' matar la bronca
Pensaba entre tus piernas
Que fueron mi cárcel
Dejaría el alma entera
Plasmada en tu carne
Aprecié tus lunares
Metido en un trance
Decían que tengo que perderme
Para encontrarse (¿cuál fue?)
Otro nevado más y se me pasa
Y no es que sea un gitano
Pero siempre estoy en casa
Zafé del agua mansa
Comiendo fideos con salsa
A veces derrocho confianza
Y otras veces no me alcanza (fua)
Estuve preparando mi llegada al cielo
Hasta que perdí las abarcas
Como Andrés Landeros
En dónde algunos ven amor
Otros solo ven ego
Yo solo vi sus piernas
Dibujándome en el fuego
Este malestar me hizo pelota
Ella se fue con otro
Y yo me fui con otra y no
No soy de engancharme a la falopa
Pero te dejé un nevadito
Pa' matar la bronca
Este malestar me hizo pelota
Ella se fue con otro
Y yo me fui con otra y no
No soy de engancharme a la falopa
Pero te dejé un nevadito
Pa' matar la bronca
Baretto
Não estávamos apaixonados
Fazíamos amor com um virtuosismo
Desapegado e crítico
Mas depois caíamos em silêncios terríveis
E a espuma dos copos de cerveja
Ficava parecendo estopa
Esquentava e encolhia
Enquanto nos olhávamos
E sentíamos que isso era o tempo
Levo os lábios na caneca
As mãos no balcão
Me zumbem os ouvidos
Quando escuto essa guitarra
Estou cansado da droga
Dessas luzes e da farra
Das noites e dos puxões
Dessa Wacha que me arranca o moletom e o coração
Coloca uma cumbia e me passa o rum
Que olhei pro céu pedindo perdão
Mas não me respondem
Deixemos a tensão entre nós dois
Meu silêncio rima com você
Embora não corresponda
Estava morrendo e ouvi sua voz
Foi como estar confuso
E encontrar Deus
Como se tivéssemos o mundo
Só pra nós dois
Como se fossem muitos meses
De queijo e arroz
A mão do santo não me cura o santo
E se quer que eu esteja sangrando
Até que eu tire o quarto
E estando triste eu te sorrio
Quero ver seus olhos dançando sobre os meus, sim
Esse mal-estar me deixou em frangalhos
Ela foi com outro
E eu fui com outra e não
Não sou de me prender à droga
Mas te deixei um nevadito
Pra matar a raiva
Pensava entre suas pernas
Que foram minha prisão
Deixaria a alma inteira
Plasmada na sua carne
Apreciei suas sardas
Mergulhado em um transe
Diziam que eu tinha que me perder
Pra me encontrar (qual foi?)
Mais um nevado e passa
E não é que eu seja cigano
Mas sempre estou em casa
Escapei da água mansa
Comendo macarrão com molho
Às vezes derramo confiança
E outras vezes não me basta (fua)
Estive preparando minha chegada ao céu
Até que perdi as alpargatas
Como Andrés Landeros
Onde alguns veem amor
Outros só veem ego
Eu só vi suas pernas
Desenhando-me no fogo
Esse mal-estar me deixou em frangalhos
Ela foi com outro
E eu fui com outra e não
Não sou de me prender à droga
Mas te deixei um nevadito
Pra matar a raiva
Esse mal-estar me deixou em frangalhos
Ela foi com outro
E eu fui com outra e não
Não sou de me prender à droga
Mas te deixei um nevadito
Pra matar a raiva