En Tu Honor
Sarna con gusto no pica, bonita
No te extrañes ni me digas
Otra vez que yo estoy loco
Y que debo ser masoca
Pues yo que quieres que haga
Si me gusta hasta el silencio
Y quedarme aquí en el suelo...
Mientras se pasan las horas
Sentadito triste a solas
Dibujando tolas penas
Entre mil hojas de cuerdas
Y llenando cada nota
De retazos de memoria
Cada noche es una estrofa
De preguntas sin respuesta
De poesías que se ahogan
Ni mi almohada me contesta
Hé buskado en mis adentros
Intentando dibujarte
Los acordes mas bonitos
Para poder explicarte
Que detrás de cada nota
Siempre existe una derrota
Y que cuando estoy a solas
No es que yo sea masoca
Solo estoy lleno de miedos
De condenas, de barrotes
Siendo esclavo de tu nombre
Del recuerdo y de lo pobre
Que es pensar que cada noche
Yo te escribo y tu no oyes
Pa que no sepas que llore
Toas mis lágrimas se esconden
Calladitas sin reproches
Dentro de un millón de acordes
Que si veo pasar los días
Ya no estoy tranquilo amiga
Que te echo tanto de menos
Que no sale ni mi risa
Pa alegrar los corazones
De los colegas burlones
Que no entienden que esta pena
No se llama mal de amores
Esta no es otra canción,
Ni es mi llanto, ni el dolor,
No es mas que el silencio ahogao
Que se me há escapao en tu honor
Em Sua Honra
Sarna com gosto não coça, bonita
Não se espante nem me diga
Mais uma vez que eu tô louco
E que eu devo ser masoquista
Pois o que você quer que eu faça
Se eu gosto até do silêncio
E de ficar aqui no chão...
Enquanto as horas passam
Sentadinho triste e sozinho
Desenhando todas as penas
Entre mil folhas de cordas
E preenchendo cada nota
Com retalhos de memória
Cada noite é uma estrofe
De perguntas sem resposta
De poesias que se afogam
Nem meu travesseiro me responde
Eu busquei dentro de mim
Tentando te desenhar
Os acordes mais bonitos
Pra poder te explicar
Que por trás de cada nota
Sempre existe uma derrota
E que quando estou sozinho
Não é que eu seja masoquista
Só tô cheio de medos
De condenas, de grades
Sendo escravo do seu nome
Da lembrança e do que é pobre
Que é pensar que cada noite
Eu te escrevo e você não ouve
Pra você não saber que eu chorei
Todas as minhas lágrimas se escondem
Caladinhas sem reproches
Dentro de um milhão de acordes
Que se eu vejo os dias passando
Já não tô tranquilo, amiga
Que eu sinto tanto a sua falta
Que nem minha risada sai
Pra alegrar os corações
Dos colegas zombadores
Que não entendem que essa dor
Não se chama mal de amores
Essa não é outra canção,
Nem é meu choro, nem a dor,
Não é mais que o silêncio afogado
Que escapuliu em sua honra