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Belleville

Soan

Belleville

Combien ça ferait de trottoirs
De nuits d'ivresse et d'avenir
Si par amour du biscornu
Soudain je n'sortais plus
Que pour soudoyer le hasard...
Le jour de miroir
Ne m'est pas revenu.
ça n'était qu'un espoir
Quand les oeils disaient toujours...
Chacun fait ce qu'il peut de mieux
Moi je rate mon tour

J'ai songé ce million de rimes, apollinaires,
il n'est plus rien à faire que de mourir digne.
J'ai songé les visions lunaires d'Amandine
Et mes yeux moleskine ont entamé la pierre.

Puisqu'elles mentent, les filles belles
Une étincelle à Belleville
Et tout ça n'était pas sérieux...
J'y crois comme à l'amour, la mort et comme à l'incertain
Je reverrai ton corps encore il frôlera mes mains
ça n'est pas juste les contours, demain je serai vieux
Je te reparlerai d'amour, la bave au coin des yeux!

J'ai songé ce million de rimes apollinaires,
Il n'est plus rien à faire que de mourir digne.
J'ai songé les visions lunaires d'Amandine
Et j'ai ruiné mon spleen à le trainer par terre.

Dans les hivers verts de nos brumes,
Je te respire et pire à pleins poumons
C'est un enfer à faire de nos lunes
Un cimetière à mon tiers de bon

Belleville

Quantos calçadões seriam
De noites de embriaguez e futuro
Se por amor ao que é torto
De repente eu não saísse mais
Só para subornar o acaso...
O dia do espelho
Não voltou pra mim.
Era só uma esperança
Quando os olhos sempre diziam...
Cada um faz o que pode de melhor
Eu perco minha vez

Pensei nesse milhão de rimas, apolíneas,
Não há mais nada a fazer a não ser morrer com dignidade.
Pensei nas visões lunares de Amandine
E meus olhos moleskine começaram a enterrar a pedra.

Já que elas mentem, as garotas lindas
Uma faísca em Belleville
E tudo isso não era sério...
Eu acredito como no amor, na morte e no incerto
Eu verei seu corpo de novo, ele vai tocar minhas mãos
Não são apenas os contornos, amanhã eu serei velho
Vou te falar de amor de novo, com a baba no canto dos olhos!

Pensei nesse milhão de rimas apolíneas,
Não há mais nada a fazer a não ser morrer com dignidade.
Pensei nas visões lunares de Amandine
E arruinei meu spleen arrastando-o pelo chão.

Nos invernos verdes das nossas brumas,
Eu te respiro e pior a plenos pulmões
É um inferno fazer de nossas luas
Um cemitério para um terço de bom.

Composição: Soan