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Desastre

Sofía Mora

Desastre

Siempre convencida
Yo a nadie lastimaria
No sos capaz
Mi Mamá me diría

Soy dueña de los monstruos que generan mis miedos
Por eso solamente yo puedo vencerlos
Excusando mi miseria como ajena
Cuando en realidad soy yo misma quien la crea

Te hice mal una vez más
Esa no soy yo, no sé qué pasó
Ya ni me miras
Menos me hablas
Tenés razón
Soy de lo peor

Soy alguien que no quiero
Me arrepiento pero nunca aprendo
No es que no tenga importancia
Es que a veces mata la ignorancia

Soy alguien que no quiero
Arrepentirme nunca estuvo bueno
Y no te equivoques, no soy mala
Es que simplemente soy humana

Nuevos problemas que sin querer invento
A causa de decir estupideces que no siento
Defendiéndome culpando a los demás
Cuando en realidad yo también puedo lastimar

Nunca te quise herir
Mis intenciones no fueron verte sufrir
Que me perdones quise pedirte
Pero eso se dice si no se repite
En el instante en que me miraste
No tardaste nada en volverte distante
Te diste cuenta de que no era quien pensaste
Te diste cuenta de que soy un desastre

Soy alguien que no quiero
Me arrepiento pero nunca aprendo
No es que no tenga importancia
Es que a veces mata la ignorancia

Soy alguien que no quiero
Arrepentirme nunca estuvo bueno
Y no te equivoques, no soy mala
Es que simplemente soy humana

Soy alguien que no quiero
Me arrepiento pero nunca aprendo
No es que no tenga importancia
Es que a veces mata la ignorancia

Soy alguien que no quiero
Arrepentirme nunca estuvo bueno
Y no te equivoques, no soy mala
Es que simplemente soy humana

Desastre

Sempre convencida
Eu nunca machucaria ninguém
Você não é capaz
Minha mãe diria

Sou dona dos monstros que geram meus medos
Por isso só eu posso vencê-los
Justificando minha miséria como se fosse de outra pessoa
Quando na verdade sou eu mesma quem a cria

Te fiz mal mais uma vez
Essa não sou eu, não sei o que aconteceu
Você nem me olha mais
Menos ainda me fala
Você tem razão
Sou a pior de todas

Sou alguém que não quero ser
Me arrependo, mas nunca aprendo
Não é que não tenha importância
É que às vezes a ignorância mata

Sou alguém que não quero ser
Me arrepender nunca foi legal
E não se engane, não sou má
É que simplesmente sou humana

Novos problemas que sem querer invento
Por causa de dizer besteiras que não sinto
Me defendendo, culpando os outros
Quando na verdade eu também posso machucar

Nunca quis te ferir
Minhas intenções não eram te ver sofrer
Quis te pedir perdão
Mas isso se diz se não se repete
No instante em que você me olhou
Você não demorou nada pra ficar distante
Percebeu que eu não era quem você pensava
Percebeu que sou um desastre

Sou alguém que não quero ser
Me arrependo, mas nunca aprendo
Não é que não tenha importância
É que às vezes a ignorância mata

Sou alguém que não quero ser
Me arrepender nunca foi legal
E não se engane, não sou má
É que simplesmente sou humana

Sou alguém que não quero ser
Me arrependo, mas nunca aprendo
Não é que não tenha importância
É que às vezes a ignorância mata

Sou alguém que não quero ser
Me arrepender nunca foi legal
E não se engane, não sou má
É que simplesmente sou humana

Composição: Sofía Mora Torterolo / Patricio Lema