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Futuro incerto

Sofía Oportot

Futuro Incierto

Hay algo que no sé bien cómo explicar
Que no se puede nombrar sin desvirtuar
Hay algo que es tan fuerte que va más allá
De toda compresión, una estructura mental

Quien no ha soñado con escapar
Con huir de esta ciudad
De una buena vez te parto detrás
Y adoptar una nueva identidad

Quiero eso
Quiero eso
Quiero eso
A veces quiero eso

La tarde se hace noche y entro en algún bar
Nadie me reconoce ni me va a saludar
Me he inventado un nombre que elegí al azar
Si alguien me pregunta se por dónde empezar

No soy yo
No sé quién soy
Ya no estoy más grande, solías ir a buscarme

Quien no ha soñado con escapar
Con huir de esta ciudad
De una buena vez te parto detrás
Y adoptar una nueva identidad

No se necesita nada más
Para volver a comenzar
Una silla, una cama, las paredes blancas
Algo que no me recuerde nada

Quiero eso
Quiero eso
Quiero eso
A veces quiero eso

Perderme en calles que no conozco
Elegir a la azar otra ciudad
Sin amor, sin amigos, ser anónima
Y borrar mi historia

Futuro incierto irme muy lejos
Futuro incierto irme lejos

Caminando hacia ninguna parte
Buscando algo diferente a lo de antes
Dejando todo atrás; lo que antes me hizo mal
Lo que derivó en vicio, en costumbre o en enfermedad

Quien no ha soñado con escapar
Romper las cadenas de la rutina
De lo que decretamos para nuestra propia vida
No quedarse nunca en la zona de comodidad

Futuro incerto

Há algo que não sei explicar
Isso não pode ser nomeado sem distorcer
Há algo que é tão forte que vai além
De toda compressão, uma estrutura mental

Quem não sonha em fugir
Com fugir desta cidade
Estou te dando um bom tempo de volta
E adote uma nova identidade

Quero isso
Quero isso
Quero isso
Às vezes eu quero isso

A noite é noite e eu entro num bar
Ninguém me reconhece ou dirá olá
Eu inventei um nome que escolhi aleatoriamente
Se alguém me perguntar por onde começar

Não sou eu
Eu não sei quem eu sou
Eu não sou maior, você costumava me encontrar

Quem não sonha em fugir
Com fugir desta cidade
Estou te dando um bom tempo de volta
E adote uma nova identidade

Nada mais é necessário
Para começar de novo
Uma cadeira, uma cama, as paredes brancas
Algo que não me lembra nada

Quero isso
Quero isso
Quero isso
Às vezes eu quero isso

Perdendo-me em ruas que eu não conheço
Escolha outra cidade aleatoriamente
Sem amor, sem amigos, seja anônimo
E apague minha história

Futuro incerto vai longe
Futuro incerto vai embora

Caminhando para lugar nenhum
Procurando por algo diferente do que antes
Deixando tudo para trás; o que me fez errado antes
O que levou ao vício, hábito ou doença

Quem não sonha em fugir
Quebre as correntes da rotina
Do que nós decretamos para nossa própria vida
Nunca fique na zona de conforto

Composição: Sofía Oportot