395px

Silêncio

Soge Culebra

Silencio

(To' va por mí, no, yo no va por ti, eh)

Llegar a casa y vomitar en la alfombra
Ni te imaginas lo que daría por ser mi sombra
Pesimista y depresivo, siempre, desde pequeño
Nada me alegra, solo quiero alcanzar mis sueños

Escribo droga’o pega’o a la estufa, no quiero malas rachas
Alejarme de gentuza
Pegarme a toda la gente que me abraza
Los amigos, la familia y todos los que me aman

Ojalá pudiera escribir mi propio destino
Hermanos muertos, perdidos en el camino
Labios cortados por la brisa de este aire
La soga colocada y no me frena nadie

Mando saludos a gente que ni conozco
Solo quiero un gesto para ver si les importo
Escribo borracho en la mesa del balcón
Si el amor es ciego, pues creo que estoy tuerto

Más solo que la una, estoy al límite
Voces que me dicen: Gabriel, relájate
No puedo
Antidepresivos en la mano
Salgo cuando llueve para que me parta un rayo

(Joder)
(Ah)

Es mi último intento
La botella vacía y yo sigo aquí sediento
Camarero, dame tema de conversación
Mesa para dos
Para mí y para la depresión

Hoy más que nunca
Me siento raro
Navego en este mar y no encuentro el faro
Me pierdo y no estoy cuerdo
Porque por fuera hace frío y por dentro estoy que hiervo

Secarme las lágrimas y sentirme bien
No llorar más y volver a levantarme
La vida viste en chándal, no es elegante
Ojeras que me dicen: No soy el mismo de antes

Silêncio

(Vai por mim, não, eu não vou por você, eh)

Chegar em casa e vomitar no tapete
Nem imagina o que eu daria pra ser minha sombra
Pessimista e depressivo, sempre, desde pequeno
Nada me alegra, só quero alcançar meus sonhos

Escrevo chapado, grudado na estufa, não quero más fases
Me afastar de gente ruim
Me colar em todo mundo que me abraça
Os amigos, a família e todos que me amam

Tomara que eu pudesse escrever meu próprio destino
Irmãos mortos, perdidos no caminho
Lábios cortados pelo vento desse ar
A corda amarrada e ninguém me segura

Mando um salve pra gente que nem conheço
Só quero um gesto pra ver se eles se importam
Escrevo bêbado na mesa da varanda
Se o amor é cego, então acho que tô vesgo

Mais sozinho que a uma, tô no limite
Vozes que me dizem: Gabriel, relaxa
Não consigo
Antidepressivos na mão
Saio quando chove pra ver se um raio me pega

(Que merda)
(Ah)

É minha última tentativa
A garrafa vazia e eu sigo aqui sedento
Garçom, me dá um assunto pra conversar
Mesa para dois
Pra mim e pra depressão

Hoje mais que nunca
Me sinto estranho
Navego nesse mar e não encontro o farol
Me perco e não tô são
Porque por fora tá frio e por dentro eu tô fervendo

Secar as lágrimas e me sentir bem
Não chorar mais e voltar a me levantar
A vida se veste de moletom, não é elegante
Olheiras que me dizem: Não sou o mesmo de antes

Composição: