Piel morena
Piel morena de azucena
sombra de la madrugada,
rojo vino puñalada
y das la vida por nada.
Rojo vino puñalada
mi bien y das la vida por nada.
Por las calles baila y baila
terror de tembladerales.
Gime el parche la comparsa
clava en tu piel mil puñales.
Gime el parche la comparsa mi bien
clava en tu piel mil puñales.
Piel morena de azucena
quién te pudiera olvidar...
Yo voy llevando la pena
que deja la noche de tu carnaval.
Tamboriles de la vida
que vibran hasta desangrarme,
por las calles de esa herida
vuelve otra vez a buscarme.
Por las calles de esa herida mi bien
vuelve otra vez a buscarme.
Tras la mueca muere el corso
llora en su pecho el payaso.
Ya no bailas piel morena
corazón hecho pedazos.
Ya no bailas piel morena mi bien
corazón hecho pedazos.
Piel morena de azucena
quién te pudiera olvidar...
Yo voy llevando la pena
que deja la noche de tu carnaval.
Pele morena
Pele morena de azucena
sombra da madrugada,
vinho tinto, punhalada
e você dá a vida por nada.
Vinho tinto, punhalada
meu bem, e você dá a vida por nada.
Pelas ruas dança e dança
terror dos brejos.
Gime o tambor, a comparsa
crava na sua pele mil punhaladas.
Gime o tambor, a comparsa, meu bem
crava na sua pele mil punhaladas.
Pele morena de azucena
quem te poderia esquecer...
Eu vou levando a dor
que deixa a noite do seu carnaval.
Tambores da vida
que vibram até me desangrar,
pelas ruas dessa ferida
volta outra vez a me procurar.
Pelas ruas dessa ferida, meu bem
volta outra vez a me procurar.
Atrás da máscara morre o corso
chora em seu peito o palhaço.
Já não danças, pele morena
coração em pedaços.
Já não danças, pele morena, meu bem
coração em pedaços.
Pele morena de azucena
quem te poderia esquecer...
Eu vou levando a dor
que deixa a noite do seu carnaval.