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Ondas Sobre Valhalla (Uma Odisseia Islandesa Parte III)

Solefald

Waves Over Vallhalla (An Icelandic Odyssey Part III)

As the last god on Earth I ask for a whisky
The floodwave took it all life up here is risky
What can I tell you the giants pulled us under
A sky-high tsunami black walls of thunder

My Third Valhalla was splintered by the waves
I knew at heart no bloody magic saves
In solitude divine I mourn the greatest loss
The golden world of gods everything that was

Creator Destroyer I am Allfather again
The nine worlds went under except for number ten
One for Being Yggdrasil in my hand
Zero for the lifeless Nothingness' land

I curse the Norns that weave the Vital Code
Life both good and evil to rise and to erode
Cells feed on matter feeds on cells feed on matter
If a body is to grow it needs another one to shatter

Life requires Death to seep through the pores of Time
A mytholife like Sisyphos that continues to climb
It menas that no life is pure not even my own
Also Odin's veins are host to a giant's seed sown

So what I create 'twill have a twofold nature
The Twilight of the Gods was not an erasure
What hurts the most is that if I kill the enemy
His essence still lurks deep down within me

Ondas Sobre Valhalla (Uma Odisseia Islandesa Parte III)

Como o último deus na Terra, eu peço um whisky
A onda do dilúvio levou tudo, a vida aqui é arriscada
O que posso te dizer, os gigantes nos puxaram pra baixo
Um tsunami nas alturas, paredes negras de trovão

Meu Terceiro Valhalla foi despedaçado pelas ondas
Eu sabia no fundo que nenhuma mágica sangrenta salva
Na solidão divina, eu lamento a maior perda
O mundo dourado dos deuses, tudo que foi

Criador Destruidor, sou o Pai de Todos de novo
Os nove mundos afundaram, exceto o décimo
Um para o Ser, Yggdrasil na minha mão
Zero para a terra do Nada sem vida

Eu amaldiçoo as Nornas que tecem o Código Vital
A vida, tanto boa quanto má, para surgir e erodir
Células se alimentam de matéria, se alimentam de células, se alimentam de matéria
Se um corpo vai crescer, precisa de outro pra se despedaçar

A vida requer a Morte para penetrar os poros do Tempo
Uma vida mítica como Sísifo que continua a escalar
Isso significa que nenhuma vida é pura, nem mesmo a minha
As veias de Odin também são hospedeiras de uma semente de gigante semeada

Então o que eu crio terá uma natureza dupla
O Crepúsculo dos Deuses não foi uma anulação
O que mais dói é que se eu matar o inimigo
A essência dele ainda se esconde bem dentro de mim

Composição: Cornelius Jakhelln, Lazare Nedland