Balas Caídas
¿Cómo voy a tenerle miedo a la muerte?
Cuando la vida es la que está matándome
Chica tuve ganas de conocerte
Pero no pude, entiende, soy un cobarde
Pintando un bodegón sin frutas
A veces tanto color satura
Quiero montar en la montaña rusa
Pero no sé si doy la altura
Dejando atrás mis ganas de ser algo
Perdí mis piernas, pero emuló ir caminando
Por el sendero de una vida echa de ruinas
Balas caídas que se siguen disparando
Y yo tocando el frío fondo de mi vaso
Lo veo vacío estando tan lleno de fracaso
Que pasan las tres se van las dos
Y yo sigo escribiendo a la luz de un monitor
Viviendo el sucedáneo de una vida seca
Andando en círculos busqué la línea recta
Atrévete a decir que no soy un poeta
Aún queda espacio en blanco en esta lista negra
Yo y mis 17 tú y tus putas tetas
Chica, sigo soñando con comértelas
No seré yo el que lo haga, guapa de bote
Pero quizás seas tú la que se arrepienta
Tengo nudos en el alma, el karma echo una mierda
Cicatrices en la palma de recuerdos bajo tierra
Mamá preocupada por mi papá en Inglaterra
Yo escupo sangre por ti, ni te mereces mis letras
¡Cobarde!, no tienes derecho a odiarte
Más me odio yo por no haber sido capaz de cuidarte
El mundo es cruel deja en la piel marcas de sufrimiento
Me come por dentro llegar a un sitio y recordarte
Quizá no pude darte tanto como yo pensaba
Intente ser perfecto porque te lo merecías
Juntos hemos pasado tantas horas y días
Que nos dimos cuenta tarde de que lo bueno se acaba
Y que culpa tiene nadie si el amor nos abandona
Quise verme en tu mirada y ahí había otra persona reflejada
Me llevé una ostia bien dada y me hizo aprender
Aprovecha que lo bueno no es eterno y se echará a perder
Ves, el otoño es para todos por igual
Caen las hojas, los ojos se mojan por dolor mental
Últimamente, te recuerdo y esto sentimental
De hacer el amor nació el odio que hoy nos va a matar
Aguantar, de eso se trata de aguantar
Mis sogas un colmillo que en mi cuello forman una v
Quiero respirar no aspirarnos otro lugar
Donde el mundo sea al revés y el suelo sean las nubes
Balas Caídas
Como vou ter medo da morte?
Quando é a vida que está me matando
Garota, eu queria te conhecer
Mas não pude, entenda, sou um covarde
Pintando uma natureza-morta sem frutas
Às vezes, tanta cor satura
Quero andar na montanha-russa
Mas não sei se tenho altura suficiente
Deixando para trás meu desejo de ser algo
Perdi minhas pernas, mas finjo estar caminhando
Pelo caminho de uma vida feita de ruínas
Balas caídas que continuam disparando
E eu tocando o fundo frio do meu copo
Vejo-o vazio, mesmo estando cheio de fracasso
As três passam, as duas vão embora
E eu continuo escrevendo à luz de um monitor
Vivendo a imitação de uma vida seca
Andando em círculos, procurei a linha reta
Atreva-se a dizer que não sou um poeta
Ainda há espaço em branco nesta lista negra
Eu e meus 17, você e seus peitos de silicone
Garota, ainda sonho em te devorar
Não serei eu quem o fará, gostosa de plástico
Mas talvez seja você quem se arrependa
Tenho nós na alma, o karma fez merda
Cicatrizes na palma das memórias enterradas
Mamãe preocupada com meu pai na Inglaterra
Eu cuspo sangue por você, você não merece minhas letras
Covarde! Você não tem o direito de se odiar
Eu me odeio mais por não ter sido capaz de cuidar de você
O mundo é cruel, deixa marcas de sofrimento na pele
Me consome por dentro chegar a um lugar e lembrar de você
Talvez não tenha te dado tanto quanto eu pensava
Tentei ser perfeito porque você merecia
Passamos tantas horas e dias juntos
Que percebemos tarde demais que o bom acaba
E de quem é a culpa se o amor nos abandona?
Eu quis me ver no seu olhar e lá havia outra pessoa refletida
Levei um soco bem dado e aprendi com isso
Aproveite que o bom não é eterno e vai se perder
Veja, o outono é igual para todos
As folhas caem, os olhos se molham de dor mental
Ultimamente, lembro de você e isso é sentimental
Do amor nasceu o ódio que hoje vai nos matar
Aguentar, é disso que se trata, aguentar
Minhas cordas formam um colar de presas no meu pescoço
Quero respirar, não nos aspirar para outro lugar
Onde o mundo seja ao contrário e o chão sejam as nuvens