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Ídolo de muitos, mestre de poucos

Solitario

Ídolo de muchos, maestro de pocos

Creo que tengo un problema de egocentrismo
Pues no lucho contra otros, compito conmigo mismo
Hace más de un trienio que me zafe del abismo
Gracias a un férreo intelectualismo

Desde los 17 he plasmado mi vida en versos
Consciente de haber dado a luz los poemas más perversos
Ya que padecí una enfermedad mental desde la infancia
Que retrate en unas 200 obras con gran constancia

Coseche miles de seguidores en su momento
Que tenían mi mismo trastorno u otro parecido
Pues mi escucha suponía compañía en su tormento
Se sentían totalmente identificados conmigo

A los 22 emprendí un éxodo
Logre curarme a los 23 y les mostré el método
Pero a la mayoría de los que me seguían desde aquel tiempo
Les era más grato como excusa que como ejemplo

Añoran el erial en el que erigí este templo
Que absurdo que se nieguen las vistas que ahora contemplo
Quédense allí abajo, derrotistas de alma muerta
Yo hice mi trabajo y les dejé la puerta abierta

Si prefieren hacer oídos sordos a lo que hoy muestro
¿Cómo es que aun así siguen llamándome maestro?
Seguir el ejemplo de mi época oscura es estéril
Es tomar por lecciones los gritos de un hombre débil

Quien me conoce se asombra por mi fortaleza mental
Si supieras por lo que pase, chaval
Para llegar a este nivel de gestión emocional
Pero tu puedes seguir pensando que se trata de un don natural

Construí con suma habilidad esta estabilidad
Pero te importa más un relato que la realidad
Soy el hombre más feliz que he visto, y tan así me siento
Que he olvidado lo que es la tristeza y el aburrimiento

Dicen que soy un tipo muy frío, tal vez sea cierto
De tanto que he pensado he suprimido el desconcierto
Me siento cada día más vivo, aunque estoy más muerto
Saber que el tiempo se me agota me hace estar despierto

Y aunque mentalmente me haya vuelto tan fuerte
Aun me quedan mil cosas que superar por suerte
Sigo teniendo por ejemplo miedo a la muerte
Y ahora más, que mí estancia en el mundo me divierte

Sé que no temeré verte
Que dentro de unos años me mofare hasta de imaginarme inerte
Cuando el cortafríos de la razón me liberte
De lo que hoy son cadenas, como este temor me advierte

Pero si especulan que así les ira mejor
Pueden regirse por mi inferior versión anterior
De haber escrito obras con 5 años, probablemente
También las tomaría por catedra más de un oyente

Pero no se me equivoquen, por favor
No quiere decir que mis obras antiguas hayan perdido valor
Sino que ahora han adquirido uno mayor
Al mostrarse como constituyentes de una forma superior

Nuevas obras no suponen su contradicción
No hay cabida a la sustitución en la adición
Ya que debo a dicho recorrido mi actual posición
Su itinerario compone la ampliación de mi visión

Todo cambio aporta, no recorta la extensión
Eterna es mi construcción sin importar lo que pase
No hay fase que sea prescindible en la evolución
Para llegar a la cima hay que escalar desde la base

Sé que no temeré verte
Que dentro de unos años me mofare hasta de imaginarme inerte
Cuando el cortafríos de la razón me liberte
De lo que hoy son cadenas, como este temor me advierte

Ídolo de muitos, mestre de poucos

Acho que tenho um problema de egocentrismo
Pois não luto contra outros, competo comigo mesmo
Faz mais de três anos que me livrei do abismo
Graças a um forte intelectualismo

Desde os 17 eu coloquei minha vida em versos
Consciente de ter dado à luz os poemas mais perversos
Já que sofri de uma doença mental desde a infância
Que retratei em umas 200 obras com grande constância

Colhi milhares de seguidores na época
Que tinham o mesmo transtorno ou algo parecido
Pois minha escuta era companhia em seu tormento
Se sentiam totalmente identificados comigo

Aos 22 comecei um êxodo
Consegui me curar aos 23 e mostrei o método
Mas para a maioria dos que me seguiam desde então
Era mais fácil como desculpa do que como exemplo

Sentem falta do deserto onde erigi este templo
Que absurdo se negarem as vistas que agora contemplo
Fiquem lá embaixo, derrotistas de alma morta
Eu fiz meu trabalho e deixei a porta aberta

Se preferem fazer ouvidos moucos ao que hoje mostro
Como ainda assim continuam me chamando de mestre?
Seguir o exemplo da minha época sombria é estéril
É tomar por lições os gritos de um homem fraco

Quem me conhece se espanta com minha força mental
Se soubesse pelo que passei, cara
Para chegar a esse nível de gestão emocional
Mas você pode continuar achando que é um dom natural

Construí com muita habilidade essa estabilidade
Mas você se importa mais com uma história do que com a realidade
Sou o homem mais feliz que já vi, e assim me sinto
Que esqueci o que é tristeza e tédio

Dizem que sou um cara muito frio, talvez seja verdade
De tanto que pensei, suprimi o desconcerto
Me sinto a cada dia mais vivo, embora esteja mais morto
Saber que o tempo está acabando me faz estar acordado

E embora mentalmente tenha me tornado tão forte
Ainda tenho mil coisas para superar, por sorte
Continuo tendo, por exemplo, medo da morte
E agora mais, que minha estadia no mundo me diverte

Sei que não temerei te ver
Que dentro de alguns anos vou rir até de me imaginar inerte
Quando o cortante da razão me libertar
Do que hoje são correntes, como esse temor me avisa

Mas se especulam que assim será melhor
Podem se guiar pela minha versão inferior anterior
Se eu tivesse escrito obras com 5 anos, provavelmente
Também as tomaria por cátedra mais de um ouvinte

Mas não se enganem, por favor
Não quer dizer que minhas obras antigas perderam valor
Mas sim que agora adquiriram um maior
Ao se mostrarem como constituintes de uma forma superior

Novas obras não significam sua contradição
Não há espaço para substituição na adição
Já que devo a esse percurso minha atual posição
Seu itinerário compõe a ampliação da minha visão

Toda mudança contribui, não reduz a extensão
Eterna é minha construção, não importa o que aconteça
Não há fase que seja dispensável na evolução
Para chegar ao topo, é preciso escalar desde a base

Sei que não temerei te ver
Que dentro de alguns anos vou rir até de me imaginar inerte
Quando o cortante da razão me libertar
Do que hoje são correntes, como esse temor me avisa

Composição: Solitario