Mintamos
Bo-boy fifty
Tengo el cariño de miles, pero dime
¿De qué sirve cuando me siento solo y no tengo a nadie?
Si no soy más que un fantasma en el desfile
Un lisiado en este baile, siento que me falta el aire
Aguanto por mí y por lo que quiero
Pero este cielo gris deprime hasta a un guerrero
Aguanto por mí y por lo que me debo
Porque solo hay dos opciones: Morir o salir entero
La vida es muy corta para llorarla
Y estas noches desoladas son tan largas
Tu presencia es mi aliento y tu ausencia un arma
Capaz de endulzar una realidad amarga
Sobrevivo con la luz de tus textos
Y maldigo estas distancias que separan nuestros cuerpos
Solo te tengo a ti y el recuerdo de aquel momento
Novedoso para mí, pese a tu desconocimiento
Porque en el primer minuto ya te había mentido
De haberte dicho la verdad, habrías huido
O tal vez ni siquiera hubieras venido
Pero ahora nuestra historia es una farsa con sentido
No sé ni lo que somos, ni me importa
Solo pienso en mí y en lo que me aporta
Me han dado en las narices tantas veces con la puerta
Que no podía creer que encontrase la tuya abierta
Y mientras vago sin rumbo en este desierto
Me siento un rastrojo muerto a merced del viento
En busca de un cariño que solo en la suerte encuentro
Carente desde niño, me siento vacío por dentro
Y cuando vuelvas pregúntate, ¿dónde estabas
Cuando estaba tan solo y perdido que ni me encontraba?
Buscando una reciprocidad que me sosegara
En tus ojos fatuos que no me devolvían la mirada
He llevado la desolación tan lejos
Que solo me he sentido acompañado en el espejo
Y dime, ¿dónde estaba ese abrazo y ese consejo
Cuando la fama no se vislumbraba en mi pellejo?
Si aquí todo es mentira, mintamos
Hagamos como que es real, finjamos
Admitamos que todo es un fraude
Para luego no sentirnos defraudados
Si aquí todo es mentira, mintamos
Hagamos como que es real, finjamos
Admitamos que todo es un fraude
Para luego no sentirnos defraudados
Vamos Fingir
Bo-boy cinquenta
Tenho o carinho de milhares, mas me diz
De que adianta se me sinto só e não tenho ninguém?
Se não sou mais que um fantasma na folia
Um aleijado nessa dança, sinto que me falta o ar
Eu aguento por mim e pelo que quero
Mas esse céu cinza deprime até um guerreiro
Eu aguento por mim e pelo que me devo
Porque só há duas opções: Morrer ou sair inteiro
A vida é muito curta pra chorar
E essas noites desoladas são tão longas
Sua presença é meu ar e sua ausência uma arma
Capaz de adoçar uma realidade amarga
Sobrevivo com a luz dos seus textos
E amaldiçoo essas distâncias que separam nossos corpos
Só tenho você e a lembrança daquele momento
Inédito pra mim, apesar do seu desconhecimento
Porque no primeiro minuto já te tinha mentido
Se tivesse dito a verdade, você teria fugido
Ou talvez nem tivesse vindo
Mas agora nossa história é uma farsa com sentido
Não sei nem o que somos, nem me importa
Só penso em mim e no que me aporta
Me deram na cara tantas vezes com a porta
Que não podia acreditar que encontrasse a sua aberta
E enquanto vago sem rumo nesse deserto
Me sinto um capim seco à mercê do vento
Em busca de um carinho que só na sorte encontro
Carente desde criança, me sinto vazio por dentro
E quando você voltar, pergunte-se, onde estava
Quando eu estava tão só e perdido que nem me achava?
Buscando uma reciprocidade que me acalmava
Nos seus olhos fúteis que não me devolviam a mirada
Levei a desolação tão longe
Que só me senti acompanhado no espelho
E me diga, onde estava aquele abraço e aquele conselho
Quando a fama não se vislumbrava na minha pele?
Se aqui tudo é mentira, vamos fingir
Façamos de conta que é real, finjamos
Admitamos que tudo é um fraude
Pra depois não nos sentirmos enganados
Se aqui tudo é mentira, vamos fingir
Façamos de conta que é real, finjamos
Admitamos que tudo é um fraude
Pra depois não nos sentirmos enganados