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Os Animais

Mano Solo

Les animals

Les rues sont pleines d'âmes en peine
Débordantes de rêves charnels
Ils sont des millier
Un homme et une femme
Pour chaque pavé dans un brouillard sauvage

Et v'la que j'te claque, que j'te klaxonne
De tout mon maquillage. La foule se heurte et se défie
La foule se marche sous la mitraille
Ne vois-tu pas que je te veux ?
Ils sont tous là
Leur si folle envie en forme de clous
Martelant les parcours
D'un appel à l'amour

Les yeux dans le vent
Le coeur dans la tempête
La foule se marche dans
La soif de conquêtes
Riant à s'écarter les dents
Un rideau de joie cachant la plainte
Qui traverse la ville et le monde entier

Orateurs sans auditeurs
Ils hurlent tous ensemble
Dans le vent et les moteurs,
Un ouragan de sons
Balayant le propos
Chacun s'accroche à son micro
Masqués de muscles
En gueules d'avenir
Rentrant leur ventre
Ils se découvrent à n'en plus finir
Sur une aube arrogante
Se remboursant du bien comme du mal

Le thon n'est pas né de l'animal
Il va de victoires en batailles
Labourant de sa colère qu'il porte, fier
Un monde de fiel, bardé de ferrailles meurtrières
Aujourd'hui je peux le dire
Quand en plein vol, l'animal abandonne
Quand il ne peut plus que laisser parler sa peur
C'est dans la musique qu'il pleure

Les rues sont pleines d'âmes en peine
Débordantes de rêves charnels
Les rues sont pleines d'âmes en peine
Débordantes de rêves charnels
Les rues sont pleines d'âmes en peine

Os Animais

As ruas estão cheias de almas sofridas
Transbordando de sonhos carnais
São milhares
Um homem e uma mulher
Para cada pedra em uma neblina selvagem

E aí, olha só, eu te dou um tapa, eu te buzino
Com toda a minha maquiagem. A multidão se choca e se desafia
A multidão avança sob a metralha
Você não vê que eu te quero?
Eles estão todos aqui
Com sua louca vontade em forma de pregos
Martelando os caminhos
De um chamado ao amor

Os olhos ao vento
O coração na tempestade
A multidão avança na
Sede de conquistas
Rindo com os dentes à mostra
Uma cortina de alegria escondendo a dor
Que atravessa a cidade e o mundo inteiro

Oradores sem ouvintes
Eles gritam todos juntos
No vento e nos motores,
Um furacão de sons
Varrendo o discurso
Cada um se agarra ao seu microfone
Mascarados de músculos
Com caras de futuro
Encolhendo a barriga
Eles se revelam sem parar
Sobre uma aurora arrogante
Se reembolsando do bem e do mal

O atum não nasceu do animal
Ele vai de vitórias em batalhas
Arando com sua raiva que carrega, orgulhoso
Um mundo de fel, coberto de ferros mortais
Hoje eu posso dizer
Quando em pleno voo, o animal desiste
Quando ele só pode deixar sua medo falar
É na música que ele chora

As ruas estão cheias de almas sofridas
Transbordando de sonhos carnais
As ruas estão cheias de almas sofridas
Transbordando de sonhos carnais
As ruas estão cheias de almas sofridas

Composição: Mano Solo