Ásareiðin
Æsi sé ég víða vega
velta fram um himinskaut
Óðinn ríður ákaflega
endilanga vetrarbraut.
Sópar himinn síðum feldi
hrafnar elta og úlfar tveir
vígbrandar vígja eldi veginn
þar sem fara þeir.
Sleipnir tungla treður krapa
fætur ber hann átta ótt
stjörnur undan hófum hrapa
hart og títt um lakda nótt.
Æsir um vega víða
veltur fram um himinskaut.
Einherjar og æsir ríða
endilanga vetrarbraut.
Er þau sáu siðin nýja
setjast að í fornri vist
viku goðin burtu byrst
eigi surt né úlf þau flýja
en þau flýja Hvíta-Krist
þó að fornu björgin brotni
bili himinn og þorni upp mar
allar sorti sólarinnar
aldrei deyr, þótt um þrotni
endurminningin þess, sem var.
A Estrada dos Deuses
Deuses eu vejo por toda parte
rolando pelo céu afora
Ódin cavalga com força
na longa estrada da galáxia.
O céu se estende em suas cores
corvos seguem e dois lobos
armas sagradas acendem o caminho
onde eles passam.
Sleipnir pisa nas nuvens
com seus oito pés a voar
estrelas caem sob seus cascos
forte e rápido na noite escura.
Deuses por aí vagando
rolando pelo céu afora.
Os Einherjar e os deuses cavalgam
na longa estrada da galáxia.
Quando eles viram a nova tradição
se estabeleceram em antigas moradas
os deuses se afastaram, se escondendo
não fogem do escuro nem do lobo
mas fogem de Cristo, o Branco.
Embora as antigas montanhas se quebrem
se o céu se separar e o mar secar
toda a sombra do sol
nunca morrerá, mesmo que acabe
a lembrança do que foi.