África
Desigualdade, en calquer parte,
Ti formas parte, o norte trae a morte
Daqueles veciños do sul,
Matando pola paz, cegados pola luz
Que rouba a enerxía da terra que pisa
Ata que está vacía,
E, que mais ten o chan que pises?
E de quen é aquelo que ti colles
Por propio interés das malas intencións,
Feridas marcadas no rostro,
Mentres que quede alguén daquel sangue,
Daqueles mortos, quixeron defender,
A terra que era súa queríanlla coller
¿por que?
A terra que era súa queríanlla coller
¿por que?
Deixar pobos desertos,
Sen nada que comer,
Impoñen a súa lei de ter máis que ninguén,
Explotan os recursos con divisións absurdas,
Separan aos seres queridos, fillos e pais
Escravizados, atados con cadeas,
Os soños perderon no mar,
Ao seu lugar de orixe, non voltarán,
Non deixa de verter
Non deixa de correr o sangue,
Sufrindo sen poder, con pedras contra tanques,
Sementes de vencerlles,
con pedras contra tanques,
Sementes de vencerlles...
E neste mundo, ricos e pobres,
Xa todo cheira, fronteiras son barreiras
Daquelo que apodrece no sul,
Non medra herba,
No norte está o poder,
Fincaron bandeiras co fin de protexerse,
Impiden que inmigren as xentes
Que coma ti, que coma el,
Manteñen esperanzas, precisan dun fogar,
Non sei, por que chamar futuro negro?
Cando é branco o futuro, os poucos teñen moito,
Que viven a conta doutros, da súa pobreza,
Aumentarán riquezas, baixo prexuízos raciais
Quitándolles o pan para pagar
Políticas colonialistas occidentais.
E xa a ninguén lle importa,
A túa impunidade, ninguén soporta
Que sigan pechadas as portas,
Precariedade, provoca ás migracións,
Perigo de morte en penosas condicións
Para cruzar o Estreito nun cadaleito,
Un longo treito, cheo de trampas
tapadas con trabas legais,
que atentan en contra de todos
os dereitos humanos dos nosos iguais,
actúan as autoridades cun criterio empresarial
como se fosen inimigos,
aos animais facéndolles o mal,
esquécense as raíces,
esquecénse as raíces de África túa nai!!!!
África
Desigualdade, em qualquer lugar,
Você faz parte, o norte traz a morte
Daqueles vizinhos do sul,
Matando pela paz, cegos pela luz
Que rouba a energia da terra que pisa
Até que ela esteja vazia,
E, o que mais tem o chão que você pisa?
E de quem é aquilo que você pega
Por interesse próprio das más intenções,
Feridas marcadas no rosto,
Enquanto houver alguém daquele sangue,
Daqueles mortos, que queriam defender,
A terra que era sua queriam lhe tomar
Por quê?
A terra que era sua queriam lhe tomar
Por quê?
Deixar povos desertos,
Sem nada para comer,
Impondo sua lei de ter mais que ninguém,
Exploram os recursos com divisões absurdas,
Separando os entes queridos, filhos e pais
Escravizados, amarrados com correntes,
Os sonhos se perderam no mar,
Ao seu lugar de origem, não voltarão,
Não para de verter
Não para de correr o sangue,
Sofrendo sem poder, com pedras contra tanques,
Sementes de vencê-los,
com pedras contra tanques,
Sementes de vencê-los...
E neste mundo, ricos e pobres,
Já tudo cheira, fronteiras são barreiras
Daquilo que apodrece no sul,
Não cresce grama,
No norte está o poder,
Fincaram bandeiras com o fim de se proteger,
Impedem que imigram as pessoas
Que como você, que como ele,
Mantêm esperanças, precisam de um lar,
Não sei, por que chamar futuro negro?
Quando é branco o futuro, os poucos têm muito,
Que vivem às custas dos outros, da sua pobreza,
Aumentarão riquezas, sob preconceitos raciais
Tirando o pão para pagar
Políticas colonialistas ocidentais.
E já a ninguém importa,
Sua impunidade, ninguém suporta
Que continuem fechadas as portas,
Precariedade, provoca as migrações,
Perigo de morte em condições penosas
Para cruzar o Estreito em um caixão,
Um longo trecho, cheio de armadilhas
Cobertas com entraves legais,
Que atentam contra todos
Os direitos humanos dos nossos iguais,
Agem as autoridades com critério empresarial
Como se fossem inimigos,
Fazendo mal aos animais,
Esquecem-se das raízes,
Esquecem-se das raízes da África, sua mãe!!!!