Viejo Chamigo
Silueta correntina
Con manos de guitarrero
Pañuelo oscuro y sombrero
De cobijarse en llovisna
Y alguna luna escondida
Que se quedó transnochada
Escuchando engualichada
Tras tu mirada encendida
El duende de los caminos
Te ha dado magias nocheras
Para quien vos entendieras
Guitarrear es su destino
¡qué lindo! viejo chamigo
¡echale vida a esas cuerdas!
Que la noche no recuerda
Si vendrá el amanecer...
¡achalai! chamigo viejo
En tus braços la guitarra
Es guainita enamorada
Bailando en un chamamé
Un talle litoraleño
Con aire de cuchillero
Que va cruzando senderos
Haciendo el mundo pequeño
Y no hay estrella lejana
Que al escuchar tus acordes
No baje desde la noche
Para oírte en tu ventana
Velho Amigo
Silhueta correntina
Com mãos de violonista
Lenço escuro e chapéu
Pra se abrigar na garoa
E alguma lua escondida
Que ficou acordada
Ouvindo encantada
Teu olhar aceso
O duende dos caminhos
Te deu magias noturnas
Pra quem você entendesse
Tocar violão é seu destino
Que lindo! velho amigo
Dá vida a essas cordas!
Que a noite não se lembra
Se vai vir o amanhecer...
Eita! amigo velho
Nos teus braços a guitarra
É uma namorada
Dançando num chamamé
Um jeito litorâneo
Com ar de cortador
Que vai cruzando trilhas
Tornando o mundo pequeno
E não há estrela distante
Que ao ouvir teus acordes
Não desça da noite
Pra te ouvir na tua janela
Composição: Martin Cesar / Paulo Timm