Sous Les Jupes Des Filles
Rétines et pupilles,
Les garçons ont les yeux qui brillent
Pour un jeu de dupes:
Voir sous les jupes des filles,
Et la vie toute entière,
Absorbés par cette affaire,
Par ce jeu de dupes:
Voir sous les jupes des filles.
Elles, très fières,
Sur leurs escabeaux en l'air,
Regard méprisant et laissant le vent tout faire,
Elles, dans l'suave,
La faiblesse des hommes, elles savent
Que la seule chose qui tourne sur terre,
C'est leurs robes légères.
On en fait beaucoup,
Se pencher, tordre son cou
Pour voir l'infortune,
À quoi nos vies se résument,
Pour voir tout l'orgueil,
Toutes les guerres avec les deuils,
La mort, la beauté,
Les chansons d'été,
Les rêves.
Si parfois, ça les gène et qu'elles veulent pas
Qu'on regarde leurs guiboles, les garçons s'affolent de ça.
Alors faut qu'ça tombe:
Les hommes ou bien les palombes,
Les bleres, les khmers rouges,
Le moindre chevreuil qui bouge.
Fanfare bleu blanc rage,
Verres de rouge et vert de rage,
L'honneur des milices,
Tu seras un homme, mon fils.
Elles, pas fières,
Sur leurs escabeaux en l'air,
Regard implorant, et ne comprenant pas tout,
Elles, dans l'grave,
La faiblesse des hommes, elles savent
Que la seule chose qui tourne sur cette terre,
C'est leurs robes légères.
Rétines et pupilles,
Les garçons ont les yeux qui brillent
Pour un jeu de dupes:
Voir sous les jupes des filles,
Et la vie toute entière,
Absorbés par cette affaire,
Par ce jeu de dupes:
Voir sous les jupes des filles,
La, la, la, la, la...
Sob as Saias das Meninas
Retinas e pupilas,
Os caras têm os olhos brilhando
Por um jogo de ilusões:
Ver sob as saias das meninas,
E a vida inteira,
Absorvidos por essa história,
Por esse jogo de ilusões:
Ver sob as saias das meninas.
Elas, muito orgulhosas,
Em seus banquinhos no ar,
Olhar desdenhoso e deixando o vento fazer o que quiser,
Elas, no suave,
A fraqueza dos homens, elas sabem
Que a única coisa que gira na terra,
São seus vestidos leves.
Fazemos muito,
Nos curvar, torcer o pescoço
Para ver a desgraça,
A que nossas vidas se resumem,
Para ver todo o orgulho,
Todas as guerras com os lutos,
A morte, a beleza,
As canções de verão,
Os sonhos.
Se às vezes isso as incomoda e elas não querem
Que a gente veja suas pernas, os caras ficam em pânico com isso.
Então tem que cair:
Os homens ou as rolas,
Os bleres, os khmers vermelhos,
O menor cervo que se mexer.
Fanfarras azul, branco e raiva,
Copos de tinto e verde de raiva,
A honra das milícias,
Você será um homem, meu filho.
Elas, não tão orgulhosas,
Em seus banquinhos no ar,
Olhar implorando, e não entendendo tudo,
Elas, no sério,
A fraqueza dos homens, elas sabem
Que a única coisa que gira nesta terra,
São seus vestidos leves.
Retinas e pupilas,
Os caras têm os olhos brilhando
Por um jogo de ilusões:
Ver sob as saias das meninas,
E a vida inteira,
Absorvidos por essa história,
Por esse jogo de ilusões:
Ver sob as saias das meninas,
Lá, lá, lá, lá, lá...