395px

Terceiro Dia do Eclipse

Soulfallen

Third Day of the Eclipse

On that eve the rain fell like knives
As clouds of dark condensed above her
Yet in bliss unaware, they loved without care
Not knowing this night would devour the other

By morn' she was drawn to silence
As ignorance now flamed inside her
A mind lost in these acts of violence
Within walls of cold white that surround her...

Falling walls of cold light that now bound her...

So steal a line, recite a verse
from the poet's play, but none could heal her from her curse
Like a helpless child, she was held at bay
For she wished to leave but the world stood in her way

To her comfort then came the rain
Playing a tune against her window
But in death unaware, her mind was not there
But halfway to a world she now craved to go...

In dreams awake she prayed for release
If only this scarred heart could finally cease
Enough nightmares (for a lifetime) she had now seen...

And no hope is born from this eclipse
For the world will remain as cold as it is,
Cold as it's always been...

And I stole a line, but she could not hear,
The voice of her love nor the end drawing near...

"Follow mw"
Spake the crow
In tongues of old
And she followed him

And on the dawn of the third day
She left behind this world of grey
And even the rain froze to mourn as she slipped away...

"So fragile is our slumber
Awakened only by death's cold gleam
For what are we but dreamers
On the sharp end of a broken dream..."

Terceiro Dia do Eclipse

Naquela véspera a chuva caía como facas
Enquanto nuvens escuras se condensavam acima dela
Mas em plena felicidade, sem se importar, se amavam
Sem saber que essa noite devoraria a outra

Pela manhã, ela foi atraída ao silêncio
Enquanto a ignorância agora ardia dentro dela
Uma mente perdida nesses atos de violência
Dentro de paredes frias e brancas que a cercavam...

Paredes frias de luz que agora a prendiam...

Então roube uma linha, recite um verso
da peça do poeta, mas ninguém poderia curá-la de sua maldição
Como uma criança indefesa, ela foi mantida à distância
Pois ela desejava partir, mas o mundo estava em seu caminho

Para seu conforto, então veio a chuva
Tocando uma melodia contra sua janela
Mas na morte inconsciente, sua mente não estava lá
Mas a meio caminho de um mundo que agora desejava ir...

Em sonhos acordada, ela rezava por libertação
Se ao menos esse coração marcado pudesse finalmente cessar
Chega de pesadelos (para uma vida inteira) que ela já tinha visto...

E nenhuma esperança nasce desse eclipse
Pois o mundo permanecerá tão frio quanto é,
Frio como sempre foi...

E eu roubei uma linha, mas ela não pôde ouvir,
a voz de seu amor nem o fim se aproximando...

"Siga-me"
disse o corvo
Em línguas antigas
E ela o seguiu

E na alvorada do terceiro dia
Ela deixou para trás este mundo cinza
E até a chuva congelou para lamentar enquanto ela escorregava para longe...

"Tão frágil é nosso sono
Acordado apenas pelo brilho frio da morte
Pois o que somos senão sonhadores
Na ponta afiada de um sonho quebrado..."

Composição: