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Basilisco de Roko
Sovie
Basilisco de Roko
Basilisco de Roko
Tenho uns fios conectados no peitoTengo unos cables conectados en el pecho
Quatro agulhas me torturam na camaCuatro agujas me abusan en mi lecho
Me dá uma razão pra eu não sentir medoDame una razón para no sentir miedo
Preso nessa cama até o tempo zerarPreso en esta cama hasta el tiempo hacerlo cero
Consigo sentir a imagem que me injetamPuedo sentir la imagen que me inyectan
Consigo sentir o líquido nas minhas veiasPuedo sentir el líquido por mis venas
Tem uns tubos atravessando minha gargantaHay unos tubos atravesando mi garganta
Tem um som, me lembra que estou vivoHay un sonido, me recuerda que estoy vivo
Meu corpo se despedaça na ponta da sua camaMi cuerpo se desmiembra en la punta de tu cama
Asfixiando-se no aroma do esquecimentoAsfixiándose en el aroma del olvido
Consigo sentir a imagem que me injetamPuedo sentir la imagen que me inyectan
Consigo sentir o líquido nas minhas veiasPuedo sentir el líquido por mis venas
Quero escaparQuiero escapar
Dessa calma artificialDe esta calma artificial
Seu sistema me reprime sem piedadeTu sistema me reprime sin piedad
Quero escaparQuiero escapar
Dessa falsa liberdadeDe esta falsa libertad
Desfigurando a fina realidadeDismorfando la delgada realidad
Preciso arrancar da minha pele pra extirpar a marca dos seus beijosNecesito arrancar de mi piel para extirpar la marca de tus besos
Minha faca navega sem fim nos salgueiros densos dos meus ossosMi cuchillo navega sin fin en los sauces espesos de mis huesos
Vou gritar até rasgar todas as minhas cordasVoy a gritar hasta llegar a desgarrar todas mis cuerdas
Gerarei na minha garganta, o abandono da minha línguaEngendraré en mi garganta, el abandono de mi lengua
Sinto uma queima que deforma minha memóriaMe brota un ardor que deforma mi memoria
Meu coração que respira agoniaMi corazón que respira agonía
É um monte, você rasga sem esperarEs un montón, lo desgarras sin espera
Seu aroma de traição foi a ferida mais sinceraTu aroma a traición fue la herida más sincera
Uivo, respiro, suspiro, deliroAullido, respiro, suspiro, deliro
Fluxos que sangram, que ninguém ouviuCaudales que sangran, que nadie ha oído
Sinto a queima que nem a lixa destróiMe brota el ardor que ni la lija destroza
Minha carne blasfema, oração horrorosaMi carne blasfema, plegaria horrorosa
Rios de choro, correntes sem pactosRíos de llanto, corrientes sin pactos
Caem de imediato no seu maltratoCaen de inmediato en su maltrato
Onde prometi ao seu corpo devoçãoDonde prometí a tu cuerpo devoción
Agora só resta desolaçãoAhora quedan solo desolación
Já não há devoçãoYa no hay devoción
Quero escaparQuiero escapar
Dessa calma artificialDe esta calma artificial
Seu sistema me reprime sem piedadeTu sistema me reprime sin piedad
Quero escaparQuiero escapar
Dessa falsa liberdadeDe esta falsa libertad
Desfigurando a fina realidadeDismorfando la delgada realidad



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