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Consumido

Sovie

Consumido

Estoy consumido por las llamas de la culpa
Pensamientos intrusivos, mecanismo de jaula
Surja un gramo de luz, espero sepultura
Sobre mis heridas, con agujas haré costuras
Sobre mis párpados, al verme se cierran
Donde mi espíritu dolido se encierra

Ah, por el caminar oscuro, desolado
Ah, moran mis instintos de los más malvados

Témpanos de sustos
Embarrados en los turbios
Enclaves cariñosos hay en todos mis dibujos
Caricias congeladas marcan mente insana
Deseoso de estar un rato más en nirvana

Cada gota que me deja drenar
¿En serio notas o lo quieres negar?
Quieres mimos, me entregas gritos
Y es solo la respuesta de lo que tu siembras

Por laguna de terror mi cabeza llena
Donde habitan sueños, ahora hay pena
Cuando te perdiste en paredes de esta selva
¿Pudiste entender las señales de mi tristeza?

Témpanos de sustos
Embarrados en los turbios
Enclaves cariñosos hay en todos mis dibujos
Caricias congeladas marcan mente insana
Deseoso de estar un rato más en nirvana

Montañas, montañas de tanto desgaste
Profundos valles con tantos errantes
Mutilé mis brazos para que no pases hambre
Y ahora te enojaste porque no puedo abrazarte

Corteza quebrantada por el miedo
Suelo quemado por el pasto seco
El aire, el aire, el aire se sentía tan pesado
Corazón congelado

Consumido

Estou consumido pelas chamas da culpa
Pensamentos intrusivos, mecanismo de prisão
Surge um grama de luz, espero a sepultura
Sobre minhas feridas, com agulhas farei costura
Sobre minhas pálpebras, ao me ver se fecham
Onde meu espírito ferido se encerra

Ah, pelo caminho escuro, desolado
Ah, habitam meus instintos os mais malignos

Témpanos de sustos
Lamaçais nos turvos
Enclaves carinhosos estão em todos os meus desenhos
Carícias congeladas marcam mente insana
Desejando estar mais um pouco no nirvana

Cada gota que me deixa drenar
Sério que você nota ou quer negar?
Quer carinho, me entrega gritos
E é só a resposta do que você semeia

Por lagoa de terror minha cabeça cheia
Onde habitam sonhos, agora há dor
Quando você se perdeu nas paredes dessa selva
Conseguiu entender os sinais da minha tristeza?

Témpanos de sustos
Lamaçais nos turvos
Enclaves carinhosos estão em todos os meus desenhos
Carícias congeladas marcam mente insana
Desejando estar mais um pouco no nirvana

Montanhas, montanhas de tanto desgaste
Profundos vales com tantos errantes
Mutilou meus braços pra você não passar fome
E agora você ficou brava porque não posso te abraçar

Corteza quebrada pelo medo
Solo queimado pela grama seca
O ar, o ar, o ar se sentia tão pesado
Coração congelado

Composição: Augusto Carrizo / Santiago Agustín Merlo