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Jardim

Sovie

Jardín

En tu jardín mueren las flores
En tu jardín mueren las flores
En tu jardín mueren las flores
En tu jardín mueren las flores

Me llegaré donde reposas
Me bañaré en tu fuente
Me robaré todas tus rosas
Me vengaré de tu suerte

De rosa en rosa juntas todo el día miel
Tu boca es un panal que no sabe cómo ser fiel
Al no saber ser fiel envenenaste todo el polen
Pierdes tus pétalos cuando el viento te los sople

Cuando me atrapes, trepando por los hierros
Quiero que me sueltes tus malditos perros
Detrás de mis pasos, a las flores ya las quiebro
A tu manipulación yo ya no le temo

Tallos tiemblan, cuando arranca tu recuerdo
Mi rocío reza, crepúsculo violento
Mi corona de espinas carga con el sufrimiento
Cosechar silencio, muerte en el intento

No hay raíces que sostengan
Este suelo olvidado
Ni nuevos brotes que detengan
Esta tumba de pecado

Tu jardín es ceniza
El tiempo lo ha sellado
Lo que una vez floreció
Para siempre ha callado

Jardim

No seu jardim as flores morrem
No seu jardim as flores morrem
No seu jardim as flores morrem
No seu jardim as flores morrem

Vou chegar onde você descansa
Vou me banhar na sua fonte
Vou roubar todas as suas rosas
Vou me vingar da sua sorte

De rosa em rosa, junto mel o dia inteiro
Sua boca é um favo que não sabe ser verdadeiro
Por não saber ser fiel, envenenou todo o pólen
Perde seus pétalas quando o vento as sopra

Quando você me pegar, subindo pelos ferros
Quero que solte seus malditos cães
Atrás dos meus passos, as flores já quebro
Da sua manipulação, já não tenho medo

Os talos tremem, quando arranca sua lembrança
Meu orvalho reza, crepúsculo violento
Minha coroa de espinhos carrega o sofrimento
Colher silêncio, morte na tentativa

Não há raízes que sustentem
Esse solo esquecido
Nem novos brotos que impeçam
Essa tumba de pecado

Seu jardim é cinzas
O tempo selou
O que um dia floresceu
Para sempre se calou

Composição: Augusto Carrizo, Santiago Agustín Merlo